sábado, 31 de dezembro de 2011

Venha ele

2012, sê meiguinho. Sopra para longe esta nuvem negra que se instalou no país e traz-nos algumas alegrias. BOM ANO!


imagem cliché @google images

PS- Para o ano que finda: apesar de tudo, foste o melhor ano da minha vida!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Mais coisas que eu não entendo*

Gosto de ler os jornais on-line pela manhã. Só ainda não entendi por que é que deixam as caixas de comentários abertas para que qualquer ressabiado se lembre de destilar ignorância e anormalidades pejadas de asneiras.
Deixo aqui um exemplo lindo que li no Jornal de Notícias, sobre o facto de um padre espanhol ter cancelado um baptizado por o padrinho da criança ser homossexual. Um comentador indignado deixou esta pérola:

" Se existe casamento pelo civil, porque é que não existe baptizado pelo civil também? Assim não havia problema: não se tinha que fazer baptizados em igrejas que muitas vezes tem "bolores" que fazem mal; podiam-se escolher sitios bem mais bonitos para um baptizado, onde se pudesse fazer a apresentação do bébé à sociedade, que é na realidade disso que se trata ou se deveria tratar."


Deste tipo de pessoas é que eu tenho medo.


*Ainda há pouco tempo li sobre isto num blogue. Tenho pena de não me lembrar qual era para deixar aqui a referência...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Salsicha




Apareceu lá por casa pelas mãos de minha mãe que a salvou de ter um fim precoce e cruel. Pequenina, parecia uma salsicha e assim foi baptizada: Salsicha. A rafeira Salsicha tinha um pêlo castanho muito curtinho, que quando apanhava chuva fazia jus à expressão "cheiro de cão molhado". Era fedorenta e velhaca. Roubava tudo o que pudesse ser comestível. Um ano a minha mãe tirou um alguidar cheio de bacalhau a demolhar de cima da bancada e colocou-o no chão por uns momentos. Quando o voltou a colocar na bancada da cozinha deu por falta de umas quantas postas, obra da Salsicha que sorrateiramente foi levando bacalhau para a casota. Também roubava fruta dos sacos de compras pousados no chão enquanto procurávamos a chave da porta. E era friorenta. Em tempos houve lá por casa uma lareira muito grande e quando o lume se resumia a meia dúzia de brasas encostadas a um canto lá ia a Salsicha para dentro da lareira dormir. Adorava festas e quando alguém chegava deitava-se de barriga para baixo para receber afagos. Certo dia ficou repentinamente doente, muito doente. O corpo já a ficar frio, sem sinais de dar grande luta ao mal que se apoderara dela, ninguém achava que ela se ia safar. Daquela noite não passava. Na manhã seguinte, por obra dos insondáveis mistérios deste nosso universo, a Salsicha regressou ao seu estado de alegria constante e parecia que não era nada com ela. Suspirámos de alívio e tudo voltou ao normal.


Acho que nunca foi uma boa cadela de guarda porque o que ela queria mesmo era sopas, descanso e brincadeira. E festas, claro. A Salsicha adorava a minha mãe e era a sua pequena sombra, sempre a cirandar pela casa atrás dela. A Salsicha ia fazer 20 anos (20!) e morreu no dia de Natal. Vinte anos. Mais de metade da minha vida. Há lá coisa mais triste?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Este Natal

Dado que sou pouco criativa nestas coisas de votos natalícios resumo os meus desejos a uma palavrinha: divirtam-se!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Monodente

O Pai Natal chegou mais cedo cá a casa e trouxe um dente à Maria. Está crescida, a minha bebé.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A Bimby, essa máquina mefistofélica

Volta e meia leio acesas discussões sobre a Bimby. Como já aqui referi, ofereceram-nos uma quando viemos para a Alegre Casinha e só um par de meses depois é que a utilizei. Acho que é útil mas estupidamente cara. No entanto, faz-me confusão o pessoal que fala mal, de forma ferverosa, de um raio de uma maquineta, da mesma maneira que acho que há gente que fala daquilo como se fosse a última bolacha do pacote. Mas as pessoas que falam mal tendem sempre a associar a Bimby a maus cozinheiros, os da pior espécie que são os preguiçosos. Eu cá acho que quem fala assim devia, agorinha mesmo, deitar fora a varinha mágica porque são preguiçosos e não sabem fazer um puré de jeito à moda antiga. E de caminho deitavam fora o fogão porque isso é para quem não sabe cozinhar. Cozinhar a lenha dá outro sabor à comida, toda a gente sabe. Deitem também fora a máquina da roupa (a minha avó lavava tudo à mão e ficava um brinquinho!) e a máquina da loiça que só faz é riscar os copos. Vá, e levem também a máquina fashion de tirar o cafézinho. Cá em casa usa-se cafeteira e é bem bom. Ai, querem ver que também têm microondas? Máquina do diabo essa que aquece tudo em minutos e ainda descongela...

Ironia à parte, só queria dizer que a Bimby é uma máquina como tantas outras que todas as pessoas têm em casa. Olho para ela da mesma forma que olho para a torradeira. Só é é estupidamente cara e se não tivesse sido oferecida eu não comprava.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Não entendi

Anúncio da Old Spice ouvido há uns dias na rádio enquanto eu fazia uns abdominais no ginásio:

"O verdadeiro homem não bebe leite, come a vaca toda!"

Juro que não entendi. Não percebi a piadola nem percebi a ligação ao perfume.Talvez estivesse com os neurónios focados em aldrabar a contagem de abdominais mas mesmo agora que já estou no meu lar doce lar, continuo sem entender. Alguém me faz o desenho?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Croniqueta Dental - update

Desde que meti o aparelho em Outubro já fiz um reajuste para que o mesmo continue a sua função mas duas semanas depois começo a ver que os resultados estão um pouco aquém dos esperados. Para poder puxar um dos caninos vampirescos que me atormentam, os outros dentes têm de se chegar para o lado. Só que estas coisas não acontecem em simultâneo e neste momento tenho um espaço entre os dentes que me faz lembrar uma cabine telefónica ou um carrinho de supermercado. Com jeitinho parece-me que podia enfiar ali uma moeda de 1 euro ... Resta-me esperar pela próxima consulta e rezar a todos os santinhos para que o tal canino seja o próximo a ir ao lugar antes de parecer que arranquei um dente da frente.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Seis meses


Há seis meses nasceu a Maria, há 6 meses que sou mãe. Há seis meses, depois de despachar quase um quilo de sortido húngaro, estava eu feita espertalhona a pensar " o parto não deve ser assim tão doloroso, eu cá sou muito resistente à dor, as pessoas exageram sempre" para horas mais tarde pensar " Ahhhhhhhh, vou morrer aqui, eu não aguento! Por que é que a epidural não faz efeito?!?!! ". Quem ainda não passou pela experiência não se assuste. Aquela parte do "depois a dor passa logo" é verdade. Claro que ficamos com dores (ó se ficamos!) mas aquelas que nos levam ao desespero, com vontade de sair do nosso próprio corpo, passam com alguma celeridade. Depois somos arrebatadas pelo cansaço. Pelo menos comigo foi assim.
Três dias depois, de regresso a casa, começam as verdadeiras mudanças e acho sinceramente que nada nem ninguém nos pode preparar para a reviravolta que acontece na nossa vida. Os choros constantes, o medo de errar, de magoar, o não entender as necessidades que um recém nascido tem pode levar-nos a momentos de lágrimas e desespero. Depois vai passando, adaptamo-nos àquele bebé que é nosso filho - e o estranho que é pronunciar em voz alta "a minha filha"? - e começamos a acreditar em nós e no nosso instinto. Aí sabemos que estamos no caminho certo.
Seis meses depois da Maria nascer posso assegurar-vos que não há amor igual. Olho para ela e, palavra de honra, não consigo parar de lhe dar beijos. E vê-la a dormir? Às vezes, pela manhã, deito-a na nossa cama e fico a vê-la adormecer. Agarra com aquela mão quentinha o meu dedo e cede ao sono. Fico a ouvi-la respirar. Mais tarde acorda cheia de sorrisos. Pego nela, cheiro-a da cabeça aos pés, faço-lhe cócegas para ganhar uma gargalhada, aperto-a no meu colo e sinto o meu coração inundado de amor. Literalmente. Nesses momentos juro-vos que não poderia ser mais feliz.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

É que não se brinca com a comida

A caminho de casa abriu recentemente uma pastelaria que também vende pão. Quando comprei carcaças fiquei chocada com o tamanho das mesmas. Ora vejam aqui na mão do sr.AC:
Asseguro-vos que a foto não faz jus ao real tamanho das carcaças. Se eu quisesse fazer um cachorro não sei se cabia lá a salsicha.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Chegaram



São sete e estão desde ontem a alegrar uma das janelas da sal. Não são Bordalo Pinheiro mas vieram de uma pequena oficina de cerâmica de Barcelos, pela mão de uma prima. Ainda gosto mais assim.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sem fim

Um dos homicídios do 'estripador de Lisboa' ocorreu a pouco mais de 500 metros da minha outra casa. Tinha 14 anos na altura e lembro-me que tudo aquilo me chocou. Hoje, com 32 anos, choca-me que crimes como aqueles prescrevam. Aquelas mulheres eram filhas de alguém, talvez mães de alguém, amigas de alguém. A isso não se pode pôr um rótulo de validade.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Andorinhas




Há cerca de um mês atrás perguntava eu, via facebook, onde podia arranjar andorinhas de cerâmica a preços acessíveis. Tive várias respostas (Loja Portuguesa, feiras locais, Caldas da Rainha,etc.) mas a melhor resposta chegou hoje em forma de aviso postal. Uma prima minha, que é de Barcelos, mora mesmo ao pé de uma pequena oficina de cerâmica e resolveu por a voar até mim um pequeno bando de andorinhas. Amanhã já vou levantar a encomenda. Ainda não sei bem em que parede vão fazer ninho ou se vão manter a cor original mas ideias não faltam.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Conan Doyle


O sr. AC gosta muito dos livros do Arthur Conan Doyle, sejam eles de aventuras do Sherlock Holmes ou outros contos. O ano passado quando estivemos em Edimburgo (terra onde o senhor nasceu) fomos até um bar dedicado ao escritor. Comemos uma steak pie deliciosa e uns fish&chips "assim assim" e à saída agarrámos nuns panfletos do bar.
Ontem, mais de um ano depois, resolvi desencantá-los do molho de panfletos que trouxemos da viagem e fiz um quadro novo para a cozinha. A base é uma ardósia que em tempos comprei para esconder o quadro da luz mas que era muito pequena para esse efeito.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Postais de Natal 2011

Eu gosto muito de postais e de cartas. E como gosto tanto de enviar como receber, quem quiser um postalinho pode mandar a morada aqui para o email do blogue. Juro e prometo que não faço uma espera a ninguém, não sou uma serial killer, uma stalker, não tenho surtos psicóticos ou coisa que valha. Gosto mesmo é de postais e de cartas. O do ano passado foi este, ilustrado pela Ana Oliveira. Muito catita!

Postais de Natal 2011

Eu gosto muito de postais e de cartas. E como gosto tanto de enviar como receber, quem quiser um postalinho pode mandar a morada aqui para o email do blogue. Juro e prometo que não faço uma espera a ninguém, não sou uma serial killer, uma stalker, não tenho surtos psicóticos ou coisa que valha. Gosto mesmo é de postais e de cartas. O do ano passado foi este, ilustrado pela Ana Oliveira. Muito catita!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Para os milhares de fotos

Encomendei aqui um álbum para fotografias da nossa cria. Personalizado como se quer, ficou bem catita com o nome e a alcunha bordados à mão.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Inspiração

@google images

aí está


A parede de madeira que resguarda as escadas estava muito vazia. Como nos fez lembrar a proa de um barco achámos que era boa ideia colocar um símbolo que é muito utilizado nos barcos da nossa zona: um olho pintado cuja origem está possivelmente na civilização fenícia e cujo simbolismo poderá ter a ver com o sucesso das viagens. Um pedaço de madeira, tinta e muito jeito do sr.AC e em poucas horas tínhamos o olho feito. Ficou giro, não ficou?

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

الجيزة‎

...que é como quem diz Gizé. A propósito da catrefada de pedras que habitam no nosso quintal a Béu sugeriu a construção de uma pirâmide à semelhança da pirâmide de Gizé. O problema é que nós já temos não uma mas duas pirâmides. É bem verdade que não estão no nosso terreno mas ainda assim, por estarem altaneiras, não escapam da nossa vista. portão do vizinho

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

ainda a propósito da Sábado

A resposta do (até agora incógnito) João Ladeiras diz tudo o resto:

Fui eu quem respondeu Miguel Arcanjo à questão “Quem pintou o tecto da Capela Sistina?” Agora que vos consegui cativar a atenção, tenho a dizer que o papel da Sábado foi puramente ignóbil, tendo dado instruções completamente opostas àquilo que se pode constatar tanto no vídeo, como também na revista publicada hoje. A verdade é que me fizeram 10 perguntas e só mostraram a que eu errei que, como podem comprovar os que se encontravam presentes, acabei por corrigir e responder, então, Miguel Ângelo. Em todo o caso, a minha resposta deveu-se ao simples facto de ter frequentado o Externato São Miguel Arcanjo e, ao mesmo tempo, com a pressão da própria entrevista, dei essa mesma gafe – corrigindo-a assim que apercebi -. De acrescentar que quando concluída a entrevista, fiquei à conversa com a jornalista Inês Pereirinha, perguntando-lhe se esta mesma entrevista ia ter semelhanças a uma que o programa 5 para a meia noite já teria feito, tendo obtido uma resposta negativa a este meu comentário. Todavia, para além de ter sido humilhado como nunca tinha sido até à data, ficou em causa o bom nome da instituição que eu frequento – ISPA – IU -, sendo considerada a melhor instituição de ensino na área da Psicologia. Acabei por ser vilipendiado em praça pública, sentindo-me completamente desolado. Acho-me uma pessoa culta que, durante o trajecto Casa-Escola, Escola-Casa, que tem uma duração aproximada de 2h30/3h diárias, lê os jornais gratuitos que consegue adquirir e, ao mesmo tempo, é assinante da revista Visão. Há tanto assunto que poderia ser discutido, como a abolição do desconto de 50% nos passes sociais que, assim, me vão obrigar a pagar cerca de 85€ mensais, ficando-me mais barato dirigir-me à faculdade de carro. Já tentei contactar a jornalista Inês Pereirinha por 2 vezes, acabando por nunca obter qualquer tipo de resposta. Deixo-vos com uma das mensagens que enviei para a jornalista e, aproveito para anunciar, que estou a reunir todos os elementos necessários para processar a jornalista em causa e, igualmente, a revista Sábado.
“”A ignorância dos nossos universitários”, se se sentir bem com o trabalho que realizou, digo-lhe, com tristeza, que você e os restantes colegas são ignóbeis. Vou ainda dirigir-me às autoridades competentes para apresentar uma queixa formal sobre o uso indevido da minha entrevista, sabendo você qual a razão dessa mesma denúncia/queixa. O que mais me impressiona é a generalização que vocês fazem e, mais gravoso, apresentarem ao público uma imagem dos universitários somente com as gafes dos mesmos, não tendo em conta qualquer tipo de pressão momentânea, nem referindo que foi elaborada e apresentada uma panóplia de perguntas a cada universitário.”"

A propósito da reportagem da Sábado

A revista Sábado foi para a rua fazer um vídeo com aquilo que a revista Sábado considera serem perguntas sobre cultura geral. E escolheu jovens universitários, para que no dia seguinte o país pudesse ficar chocado e fazer uso dos chavões do costume, que estavam a ganhar mofo nas gavetas com a conversa da crise: que tanta educação e depois não sabem nada, que é só gastar dinheiro, que antes isto não era assim, que escândalo, que burros, andamos nós a gastar dinheiro nisto.

Não quero gastar muito latim nisto, porque não merece mesmo, mas ainda assim quero dizer umas coisinhas:

1. Já vi vídeos deste tipo feitos nos mais diferentes países, com os mais variados níveis educacionais. A minha experiência diz que, em qualquer país, é fácil encontrar pessoas pouco cultas, ainda mais se estivermos dispostos a escolhê-las pelo aspeto e ainda muito mais se o vídeo não tiver de ser representativo da amostra. Em bastando escolher os mais "engraçados", aquilo faz-se em duas ou três horas. À atividade de se mostrar partes da realidade selecionadas com o propósito de demonstrar uma teoria anteriormente postulada pelo autor não se dá o nome de jornalismo - convencionou-se o uso do termo "propaganda".

2. Portugal é um país em que o Exame Nacional de Sociologia é um teste de cruzinhas. Isto são só exames, não são as aulas, é verdade, mas se tudo o que o Estado me quer ensinar sobre Sociologia dá para um teste de cruzinhas, é difícil espantarmo-nos se dois anos depois eu confundir o Max Weber com a Max Mara e o Karl Marx com os Marx Brothers.
O mesmo acontece com a arte, que só aparece na retaguarda nas aulas de História. De que me serve saber quem pintou a Capela Sistina se não sei o que terá ela de extraordinário? Se a apreciação da arte não vinha num teste de cruzinhas, agora querem o quê?

3. Outro dia, o Ministro da Educação disse que estava na altura de nos concentrarmos nas disciplinas essenciais.

4. Uma das coisas mais extraordinárias dos últimos anos em Portugal é o facto de terem chegado às universidades, com enorme esforços dos pais, jovens que foram os primeiros da sua família a acabar o secundário, jovens que foram os primeiros da sua terra a frequentar uma universidade. Curiosamente, as conversas ao jantar lá em casa não versavam sobre a Capela Sistina, os diários de referência não eram uma companhia habitual e as tardes passadas no Centro Cultural de Belém não eram o programa de domingo mais frequente.

5. Comparados com a anterior geração de universitários, estes jovens sabem menos - é perfeitamente natural. As elites continuam lá, não se apoquentem que não foram a lado nenhum. Mas já não são a maioria.

6. Outro dia, questionado sobre os direitos dos trabalhadores na Assembleia da República, Álvaro Santos Pereira respondeu "Eu sei o que se passou em Cuba e na União Soviética". Passou no teste de cruzinhas, decerto, mas com debate político deste nível, alguém se espanta com os jovens que dizem que não gostam de política? É isto a política, estes debates superficiais recheados de cretinices e indiretas? Então eu também não gosto: deixa-me mal disposta e insulta-me a inteligência.

7. Repito-me, mas raramente
uma única geração foi tão ridicularizada de cada vez que tentou tomar uma posição política. Que ainda existam entre eles jovens que se interessem por política, é um verdadeiro prodígio.

8. Também outro dia, alguém veio sugerir menos informação no serviço público de televisão. Trata-se de alguém que frisou que uma coisa "não tinha nada haver" com outra e que tinha grandes dificuldades em perceber a distinção entre um órgão de comunicação ser do Estado ou "do Governo" (tenho de encontrar estas declarações).

9. As perguntas escolhidas são muito curiosas e muito típicas de um país onde é considerado gravíssimo não ter lido o último Houellebecq mas perfeitamente normal desconhecer o conteúdo da(s) teoria(s) da relatividade, a localização das placas tectónicas ou falar do "
símbolo químico da água". Somos muito humanistas, é o que é.

10. Eu também tive de ir ver quem tinha sido O Padrinho. Vi o filme, mas não me lembrava. Vou ali sentar-me no cantinho a pensar porque é que isso é grave.

Honestamente, sem fazer um grande esforço, eu não tenho vergonha do país que vi naquele vídeo.
Não me preocupam as comparações com as gerações anteriores - basta-me ver a evolução da taxa de analfabetismo para dizer sem medo que há 20 anos o conhecimento dos portugueses sobre a Capela Sistina não andaria muito melhor. Tenho muito orgulho nos saltos que a Educação em Portugal deu nos últimos anos, especialmente na sua democratização e no seu alargamento. Tenho vergonha de quem se aproveita das fraquezas de uns quantos para fazer pouco de uma geração inteira. Estou cansada do discurso do ódio. Preocupa-me muito que o discurso na Assembleia da República não seja fundamentalmente distinto do que o vídeo mostra. E repugna-me que uma organização jornalística produza um vídeo tão demagógico. Mas não tenho vergonha deste país.

Update: Entretanto fui ler o texto que vinha com o vídeo, que ultrapassa o vídeo no ódio, na arrogância, na sobranceria e na falta de nível. Fiquei a saber de onde vinha a agressividade do jornalista, é que ele não tinha frequentado um curso universitário. Ou, se tinha, não foi jornalismo. Eu tive jornalismo na faculdade e nenhum dos meus professores deixava passar aquilo. Nunca. Jamais.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

1 mês

Ontem fez um 1 mês que coloquei o aparelho. Para comemorar descolei um bracket ao dar uma dentada num chocolate Lion. Sexta-feira tenho de voltar ao dentista. Entretanto segunda feira volto ao trabalho, ó que boa notícia. Resumindo: isto não anda famoso.

Ainda as pedras - a saga


Continuávamos a ter muitas pedras no nosso quintalito depois de termos decidido desmanchar um dos muros. Sem saber o que fazer com elas (eram grandes demais para tirar dali) o sr. AC pegou na pá, abriu um buraco e enterrou as ditas cujas. Solução rápida e eficaz, problema resolvido.*



*pelo menos para mim que não tive de cavar...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Coisas de que eu gosto muito

Despachar 30% da roupa que tenho no meu pequenino roupeiro. Gosto mesmo de me livrar de roupa que já não uso e que só atrapalha a pouca organização que tenho no armário. Embora tenha algumas peças que já são de estimação não tenho o hábito de guardar roupa que não uso há mais 2 anos. Se não uso não vale a pena guardar.
Posto isto, adeus calças 36* que não me servem nem com a ajuda de um compressor, adeus casacos, camisolas e t-shirts que em tempos gostei e que enjoei de tanto usar. Ide para as mãos (e pernas, braços, tronco) de outra pessoa. Foi tudo para a loja social cá da zona.





*ainda tenho esperança nas 38
. A ver vamos.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

ai....


Hoje estou de férias. Aliás, entrei de férias. A minha licença de maternidade acabou e começou a licença de paternidade do pai AC. Mas estas férias não têm o mesmo gosto das outras... Eu queria mesmo, mesmo, mesmo, poder ficar a trabalhar em part-time mais uns meses para poder aproveitar a nossa repolha. Agora estou para aqui de coração apertado a pensar que daqui a 2 semanas volto ao trabalho e já não estou tanto tempo com ela como gostaria. Pior mesmo será em Janeiro quando for para o berçário o dia inteiro. Mãe sofre e é bem verdade.

ai....


Hoje estou de férias. Aliás, entrei de férias. A minha licença de maternidade acabou e começou a licença de paternidade do pai AC. Mas estas férias não têm o mesmo gosto das outras... Eu queria mesmo, mesmo, mesmo, poder ficar a trabalhar em part-time mais uns meses para poder aproveitar a nossa repolha. Agora estou para aqui de coração apertado a pensar que daqui a 2 semanas volto ao trabalho e já não estou tanto tempo com ela como gostaria. Pior mesmo será em Janeiro quando for para o berçário o dia inteiro. Mãe sofre e é bem verdade.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

halloween

(...) o meu mais velho já vai à escola. Uma escola pequena, pública, laica e aqui do bairro, na qual o meu Rititi Boy deve ser muito feliz, porque o gajo não me conta nada. Tudo bem? Sim. E que fizeste? Não me lembro. O meu filho, se alguém tinha dúvidas, é um gajo. Mais informação não recebo, a não ser umas fotocópias metidas no bolso do bibe, num estilo instrução militar, do género paguem as aulas de música ou dedique um tempo da sua vida a fazer uma bruxa para a festa de Halloween que festejaremos esta semana. Alto aí!! Halloween?? Masquestamerda? Estamos a falar do mesmo colégio laico que não comemora o Dia da Mãe porque é uma festa religiosa? E Halloween é o que, exactamente? Ou se calhar além de laicos, os directores deste colégio têm também uma vocação global e espera-me um ano lectivo de comemorações multiculturais e multinacionais desde o Fim de Ano chinês, passando pelo 25 de Abril turco e Dia da Independência do Uganda? Ou acaso são simplesmente ignorantes e ninguém lhes disse que aqui, nesta nossa terra e nesta nossa cultura, nos nossos genes, Halloween não existe e que aqui celebramos o Dia de Todos os Santos, dos nossos defuntos, que aqui honramos a memória dos nossos seres queridos sem precisar de máscaras e bruxas e pintelhices pirosas? E agora, se me dão licença, vou passar um “tempo de qualidade” com o filho de três anos enquanto EU recorto cartolinas às cores, tento pintar um chapéu com papel de alumínio e faço um vestido para a puta da bruxa com o saco do lixo enquanto gajo caga para mim e vê os desenhos animados. Ainda bem que me falta tempo para ir à escola e meter o pau da vassoura da bruxa por onde eu bem sei

halloween

(...) o meu mais velho já vai à escola. Uma escola pequena, pública, laica e aqui do bairro, na qual o meu Rititi Boy deve ser muito feliz, porque o gajo não me conta nada. Tudo bem? Sim. E que fizeste? Não me lembro. O meu filho, se alguém tinha dúvidas, é um gajo. Mais informação não recebo, a não ser umas fotocópias metidas no bolso do bibe, num estilo instrução militar, do género paguem as aulas de música ou dedique um tempo da sua vida a fazer uma bruxa para a festa de Halloween que festejaremos esta semana. Alto aí!! Halloween?? Masquestamerda? Estamos a falar do mesmo colégio laico que não comemora o Dia da Mãe porque é uma festa religiosa? E Halloween é o que, exactamente? Ou se calhar além de laicos, os directores deste colégio têm também uma vocação global e espera-me um ano lectivo de comemorações multiculturais e multinacionais desde o Fim de Ano chinês, passando pelo 25 de Abril turco e Dia da Independência do Uganda? Ou acaso são simplesmente ignorantes e ninguém lhes disse que aqui, nesta nossa terra e nesta nossa cultura, nos nossos genes, Halloween não existe e que aqui celebramos o Dia de Todos os Santos, dos nossos defuntos, que aqui honramos a memória dos nossos seres queridos sem precisar de máscaras e bruxas e pintelhices pirosas? E agora, se me dão licença, vou passar um “tempo de qualidade” com o filho de três anos enquanto EU recorto cartolinas às cores, tento pintar um chapéu com papel de alumínio e faço um vestido para a puta da bruxa com o saco do lixo enquanto gajo caga para mim e vê os desenhos animados. Ainda bem que me falta tempo para ir à escola e meter o pau da vassoura da bruxa por onde eu bem sei

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Pivete

Ontem foi dia da Dixie ir ao veterinário levar uma vacina e talvez desparasitar porque eu a tinha apanhado de manhã a esfregar o rabo num tapete. Foi só uma vez mas como temos a Maria em casa não queríamos deixar o assunto passar. O veterinário olhou para o boletim de vacinas e disse que não devia ser o caso porque ela tinha sido desparasitada há menos de 4 meses e que possivelmente tinha as glândulas anais (sim, glândulas anais) cheias de fluídos. Estas glândulas contêm feromonas que quando cheiradas por outros cães fornecem muita informação bioquímica sobre o animal em causa e são por isso uma espécie de Cartão do Cidadão canino. Por norma, os cães esvaziam essas glândulas naturalmente mas há alturas em que tal não acontece e tem de ser o veterinário a fazer o dirty job. Eu não estava lá mas diz quem viu e cheirou (sr.AC) que o pivete era descomunal, daquele que se entranha no nariz e dá vontade de fugir. Que mesmo quando a Dixie entrou no carro, o cheiro era de tal modo intenso que teve de conduzir com as janelas abertas apesar do frio. Ontem à noite a Dixie já não era a Dixie, era a Fedorenta.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

outono


O primeiro adeus às sandálias. Deixar de andar com o pé ao léu e a mudança da hora são das poucas coisas que não gosto nesta estação.

Presentes


Sal com oregãos e sementes de alho francês para a nossa mini-horta!
Obrigada C!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O fim

Acabou ontem a nossa relação, difícil desde sempre. Tínhamos problemas de comunicação, eu a querer explicar-me em palavras e ele sem retribuir. O meu toque era-lhe indiferente, continuava como se nada fosse, sem o mínimo esforço para me entender. Foi assim desde o início e o peso de uma anterior relação frustrada(dele) já se tinha sentido. Não o consegui mudar e mesmo tudo o que apreciava nele foi insuficiente para eu aguentar. No sábado confidenciei a uma amiga que já não gostava dele e que precisava de mudar. No domingo de manhã vingou-se: ficou mudo e calado. Eu juro que tentei.
Adeus telemóvel rasca touchescreen herdado do sr.AC, olá Nokia básico e baratinho. Que sejamos felizes por muitos anos.

Cancela

Para cadelas curiosas e bebés imprudentes, uma cancela no cimo das escadas.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sensibilidade musical

Com a chegada da Maria estou mais próxima do cancioneiro popular infantil e chego à conclusão que tem músicas a roçar o sádico e o cruel. Veja-se o clássico "Atirei o pau ao gato". O titulo já diz tudo mas analisando a letra verifica-se um comportamento desviante:

Atirei o pau ao gato to - to
Mas o gato to-to
Não morreu eu-eu
Dona Chica ca-ca assustou-se se
Com o berro, com o berro
Que o gato deu - miau.

Assentada à chaminé é-é
Veio uma pulga ga-ga mordeu o pé é-é
Ou ela chora ou ela grita
Ou vai-se embora - pulga maldita


Nesta versão o coitado do gato morre mesmo:

Era uma vellha lha,
matou um gato to,
com a ponta ta,
do seu sapato, to.
Pobre velha lha,
pobre gato,
pobre ponta ta,
do seu sapato, to.

Passemos agora à música Linda Falua e a crueldade para com a pobre mãe:

Que linda falua,
que lá vem, lá vem,
é uma falua,
que vem de Belém.

Eu peço ao Senhor Barqueiro
que me deixe passar,
tenho filhos pequeninos
não os posso sustentar.

Passará, não passará,
algum deles ficará,
se não for a mãe à frente,
é o filho lá de trás.

Temos também o Dlim Dlão, verso curtinho e pouco simpático:

Dlim Dlão
Cabeça de cão
Orelhas de gato
Não tem coração

Mas a mais estranha de todas é uma música que eu recordo da infância e que era banda sonora para aquele jogos de mãos.

Se tu visses o que eu vi
Dominó
À porta do tribunal
Dominó
As cuecas do juiz
Dominó
Embrulhadas em jornal
DO-MI-NÓ
Esta rua cheira a sangue
Dominó
Quem será que se matou
Dominó
Foi a mãe do meu amor
Dominó
Que da janela se atirou
DO-MI-NÓ


Esta rua cheira a sangue??!

domingo, 16 de outubro de 2011

Croniqueta Dental #2 Heavy Metal




Sábado foi o dia de colocar o dito cujo e numa hora estava tudo pronto. Primeiro usaram uma massa fixante e colocaram os brackets (peçinhas de metal). Depois uniram o ferrinho (esse grande termo científico) que passa ao longo dos brackets com uns elásticos. Perguntaram-me que cor queria e eu escolhi cor-de-rosa, utilizando como critério altamente pertinente para essa escolha a cor do verniz que estava a utilizar no momento. Não foi bem assim mas eles tinham elásticos de várias cores só que o verde fazia-me lembrar espinafres ou esparregado preso nos dentes. Tinham também castanho mas não me pareceu boa escolha. O branco não tinha grande piada e fiquei ali indecisa entre o rosa, o laranja e o azul. Desta vez fiquei com os cor-de-rosa, para a próxima escolho outra cor.
Entre os molares também colocaram um peça metálica gigante e aí foi mais desconfortável. Depois de sair do consultório comecei a sentir toda a parafernália metálica que tinha nos dentes a roçar na língua e lábios. Utilizei uma cera que me deram para cobrir os brackets e o desconforto passou. Sucintamente, foi isto. Não doeu horrores e já como de tudo ou quase tudo. Roer um entrecosto é que está fora de questão.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Curioso

Ontem o primeiro ministro anunciou algumas das medidas para 2012. Uma delas é o corte de subsídio de férias e subsídio de Natal para funcionários públicos que ganhem mais de 1000 euros e o corte de um subsidio para quem ganhe entre o mínimo nacional e os 1000 euros. Li o jornal online e fiquei espantada com os comentários à notícia. Muita gente a achar que é bem feito, que os funcionários públicos, essa corja, tem o que merece porque andam é a sugar o dinheiro alheio. E eu não entendo. Porque são pessoas que vivem num mundo em que os únicos funcionários públicos são uns funcionários das Finanças ou da Segurança Social que um dia lhes prestaram péssimos serviços. Eu também já fui mal atendida em serviços públicos que pago com os meus impostos e fiquei fula, claro. Achei que o meu dinheiro estava a ser mal empregue com pessoas que mostram uma tromba em vez de uma cara, que não sabem o que estão a fazer. Mas também tenho noção que são funcionários públicos os professores, os médicos, os enfermeiros, os oficiais de justiça. Os polícias. As auxiliares que vigiam os meninos no recreio, o técnico da ETAR, o senhor que faz as análises à água que bebo. O coveiro. A auxiliar de acção médica que muda a arrastadeira no hospital quando alguém está doente, os 'homens do lixo'. A técnica social que visita uma casa cheia de lixo até ao tecto e retira aos pais um bebé de 3 meses que é abusado sexualmente pelo pai e depois vai para casa com o peso daquela imagem na cabeça. E no coração. Podia continuar com a lista de profissões dignas que trabalham para o estado e não recebem fortunas mas acho que já passei a ideia.
Nivelar por baixo, querer que os outros tenham a mesma má sorte que nós, é, a meu ver, um raciocínio 'pequenino'. Então se os suecos têm direito a uma licença de paternidade de 1 ano e eu tenho direito a 5 meses vou querer que a deles diminua? Eu quero é o mesmo para mim! Se acho bem que os trabalhadores a recibo verde ( e eu conheço tantos, infelizmente) sejam explorados à conta de uma medida política que só promove o desrespeito ? Claro que não. Evidentemente que não. Mas não me peçam para abdicar dos meus direitos para sermos todos iguais. Eu quero é que esses trabalhadores tenham os mesmos direitos que eu.
Ontem, ao ler a notícia, lembrei-me da minha amiga Luísa. A Luísa é funcionária pública, varre ruas no concelho onde moro. Recebe o salário mínimo, paga um passe de 80 euros para vir trabalhar mais 80 para almoçar todos os dias na cantina. Tem filhos, um marido reformado por invalidez, paga renda de casa, alimentação, água, gás e luz, esses bens de luxo agora taxados a 23%. Para o ano não vai ter direito a um dos subsídios.
Como é que eu posso achar que esses cortes são justos?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Croniqueta Dental

Dizem que os dentes do siso são os dentes do juízo. No meu caso, os dentes do siso são os dentes do prejuízo. Desde que nasceram - há mais de uma década - que os velhacos começaram uma ditadura na minha mandíbula. Os restantes, com medo, começaram a encostar-se, a encostar-se, a encostar-se, e o resultado é uma articulação temporomandibular a dar estalinhos, um canino à vampiro (ao menos podiam ser 2!) e os incisivos centrais com uma ligeira inclinação para dentro.
Para resolver este problema ontem foi dia de dentista. Já tinha ido a 2 consultas preparatórias para fazer os moldes e uma outra para discutir o processo e o orçamento. Decisão tomada e ontem foi dia de colocar 3 elásticos no meio dos molares. Demorou 5 minutos, não doeu e foi fácil. Basicamente enfiaram uma argolinha elástica num fio dental mais grosso, depois pressionaram o fio no meio dos dentes, o elástico ficou lá preso e de seguida puxaram o fio. A sensação é a de ter um pedaço de comida no meio dos dentes. Não doí, não chateia muito mas sabe-se que está lá.
Gostava de explicar para que servem mas sinceramente não sei bem e para dizer algum disparate é melhor não dizer nada. O que eu sei é que no sábado de manhã vou colocar o aparelho propriamente dito. Depois, lá para 2013, vamos ver se valeu a pena.


terça-feira, 11 de outubro de 2011

sábado, 8 de outubro de 2011

Soltas

- Descobri finalmente (sou lenta e a minha veia de cusca nunca foi grande coisa...) a grande utilidade para o Facebook: associar uma cara ao nome dos 1000 funcionários do meu local de trabalho. Falavam de X e eu não estava a 'ver' quem era. Na rua era cumprimentada por Y e eu não fazia a mínima ideia quem era aquela pessoa. Agora por causa de um pedido de amizade descobri montes de gente. Pequena nota para mim própria: não ver fotos para além da foto de perfil. Depois de se ver o 'colega' em tanga ou a fazer um olhar sexy para o espelho lá de casa já não se pode voltar atrás.

- Que anúncio é aquele do Onicomicose? Ninguém tem os pés secos daquela maneira, com meio quilo de pele a cair. E porque é que às tantas falam do HN1 e do HIV?

- E aquele da Baba de Caracol, que promete em 2 dias livrar-nos de todas as maleitas do envelhecimento, estrias profundas e sinais de nascença? É dos melhores exemplos de publicidade enganosa e eu não percebo como é que permitem que o anúncio passe na televisão.

- 80% das raparigas que andam no ginásio que eu frequento têm uma pequena tatuagem na perna, um palmo acima do tornozelo. 70% dos rapazes depilam-se.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Figos

Ao pé dos vasos, o frasco com os figos maduros que estiveram a macerar um ano em aguardente. Para fazer o licor retirei meio litro e acrescentei calda de açúcar. Os figos, esses, ainda ficam em banho de aguardente.

4 meses

E é tão bom.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

porque é dia dos animais...

Aqui fica uma foto da minha alegre companheira de todos os dias.
E já agora deixo uma sugestão de leitura. Eu gostei muito.