segunda-feira, 18 de maio de 2015

Espiga 2015

E mais uma vez o nosso Sto António, aquele que encontrámos entre as pedras caídas da nossa casa, ficou a guardar o nosso ramo do dia da espiga. 

terça-feira, 5 de maio de 2015

A promessa

Quando as birras atacam e a paciência se esgota lembramo-nos de tudo e mais alguma coisa. Ali ao pé do peixe, desenhado nas costas de um caderno, está a 'promessa' da Maria em como se vai portar bem. Pelo menos durante 15 minutos.

sábado, 2 de maio de 2015

A primavera trouxe...#2

A possibilidade de brincar ao ar livre, sem sair da nossa casa. 
Aguarelas em flores que nasceram na relva, aguarelas nos vasos vazios, aguarelas na Dixie, aguarelas na pata.
A macieira carregada de flores, pêssegos e ameixas a amadurecer. 
Favas, ervilhas, espinafres, batatas, tomate, feijão, pimentos.
Vasos com flores que cheiram tão bem.
Rosas vermelhas da vizinha.
Primavera, gosto de ti!






sexta-feira, 17 de abril de 2015

Bloqueio criativo


Recebo regularmente no meu email passatempos para ganhar pequenos prémios, bilhetes para cinema, jantares em certos restaurantes, etc. Os que me chamam à atenção são os bilhetes  fazer programas em família que às vezes são carotes. O ano passado, por exemplo, fomos ao jardim zoológico e decidimos levar os 3 avós da Maria e ainda a bisavó, ou seja, 6 adultos e uma criança. Embora seja um programa giro, não sai nada barato.
Então e o que me leva a escrever um post sobre isto? Simples. Todos os passatempos que eu recebo exigem que se crie uma frase com palavras chave. E aí é que a minha criatividade/imaginação bloqueia. Não sai nada, quanto muito chavões, clichés, rimas fáceis. O meu lado criativo parece um deserto onde só se ouve o vento seco a assobiar. 

Senhores dos passatempos: arranjem lá uma alternativa. Assim não dá.





ps- Por falar em zoo, a MEO tem um passatempo activo para se ganhar 4 entradas para o jardim zoológico.Escrevam uma frase com Canguru e Zoo e tentem a vossa sorte. Eu  não consegui arranjar uma frase decente.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Enganar galinhas

Há uns tempos que as nossas galinhas comiam os próprios ovos. Ao fim de semana ainda íamos a tempo de apanhar um ou outro ovo mas durante a semana era impossível.Quando chegávamos do trabalho a capoeira estava transformada num cenário do CSI, com grandes pingos de ovo a escorrer pelas paredes e casca de ovo espalhadas.
Foi assim que voltei a comprar ovos. Chegaram depois as opiniões alheias: cortar o bico às bandidas, dar casca de ostra, mudar para milho para poedeiras. Houve ainda quem sugerisse mudar o nome da Irene para Cabidela e o da Esmeralda para Canja, se é que me faço entender...
Deixámos o assunto arrastar-se até que no fim de semana se fez uma pequena alteração na capoeira. O chão ficou desnivelado, com uns 'braços' de madeira para conduzir o ovo para um recipiente estrategicamente colocado no exterior da capoeira. Mais não é do que um pequeno garrafão com uma porta recortada e farrapos dentro para amortecer a chegada do ovo. Até ver resulta, já temos ovos novamente. 
Reconheço que este post não será muito interessante mas quem sabe se alguém desse lado do ecrã não tem um problema semelhante? Esta pode ser uma solução.


O interior da capoeira, com as paredes repletas de provas dos crimes. Os 'braços' conduzem o ovo ao exterior, não ficando presos nos cantos.

O garrafão. No fundo tem palhas e tecido para amortecer os ovos. No fundo também tem furos para escoar a água.
Ovos de galinha e ovos da pata, estes bem maiores e saborosos. Assim que chega da escola é a Maria que os vai buscar. 

sexta-feira, 6 de março de 2015

Coisas diabólicas

Este  post destina-se a quem tem filhos pequenos (talvez até aos 5 anos, mais coisa menos coisa) e até para quem ainda não tem filhos.
Fui a uma festa de anos, sem saber bem ao que ia. Tinham-me dito que era num espaço alugado entre as 14h00 e as 16h30 e que tinha insufláveis que os miúdos iam adorar.  Eu nunca tinha ido com a minha filha a uma festa com insufláveis e não sabia o que me esperava. Chegámos por volta das 15h e a partir daí começou o meu tormento. Os insufláveis são coisas do demo que transformam e transfiguram os pequenos seres em criaturas desgovernadas.  O espaço era partilhado com mais 2 aniversariantes mais velhos e respectivos amigos. Digo-vos que as crianças mais velhas  corriam, saltavam, corriam, saltavam, corriam, tudo como se não houvesse amanhã e num estado de felicidade extremo que demonstravam através de gritos. Pelo meio  atropelavam os mais pequenos que entretanto choravam, choravam, choravam. Quem tinha crianças pequenas (como eu...) não as podia deixar sozinhas no recinto já que corriam o sério risco de partir um pé, deslocar uma omoplata ou perder os dentes da frente. Foi assim que passei uma das horas mais longas dos últimos tempos: de meias, a ajudar a miúda a deslizar no raio dos insufláveis (e se ela gostou!) e a controlar uma vontade incrível de fugir dali para fora. Assisti a brigas violentas, amuos, rasteiras, empurrões.
Digo-vos que enquanto ela não se desenvencilhar sozinha não volto a festas com insufláveis. Não tenho estofo para aquilo.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Hoje é assim


Não tenho quinta nenhuma. 
Se a quero ter p’ra sonhar, 
Tenho que a extrair da bruma 
Do meu mole meditar.


E então, desfazendo a névoa 
Que há sempre dentro de nós, 
Progressivamente elevo-a 
Até uma quinta a sós.


Vejo os tanques, vejo as calhas 
Por onde a água vai pequena, 
Vejo os caminhos com falhas, 
Vejo a eira erma e serena.


E, contente deste nada 
Que em mim mesmo faço externo, 
Gozo a frescura relvada 
Da não-quinta em que me interno.

Vilegiatura impossível, 
Dou-lhe nós para lembrar, 
E esqueço-a ao primeiro nível 
Do meu mole meditar.


In Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

2015#6

Hoje é dia de meter mãos à obra de arrumar a árvore de Natal e o presépio, voltar a ganhar espaço para as brincadeiras da Maria. 
E não me apetece nada. Toda uma preguiça se instalou no corpo.


2015#5

A seara cresceu.

domingo, 4 de janeiro de 2015

2015#4

Aproveitar o sol de Janeiro e apanhar ar fresco. Brincar às princesas com uma manta. Ir buscar milho e dar às galinhas. Se há coisas boas em viver no campo esta é uma delas. Sair de casa e ter um pouco de chão que é nosso justifica as nossas escolhas.


2015#3

Room with a view. 
Manhãs de Inverno, frias mas cheias de sol. Gosto muito!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

2015#2

Gosto de cadernos, caderninhos, agendas, lápis e canetas. Gosto de material de papelaria. Pena mesmo é não os saber estimar: perco canetas, parto lápis,o encanto dos cadernos desaparece quando escrevo qualquer coisa à pressa ou faço desenhos sem sentido enquanto entorpeço numa qualquer reunião.  E depois tenho de comprar outro. 
Com o começo de um novo ano tinha obrigatoriamente de comprar um caderno novo. Infelizmente não havia muito por onde escolher ( saudades da Papelaria Fernandes...)  e acabei com um caderno 'assim assim'. Já na caixa para o pagar encontrei um outro caderninho, com uma estampagem a imitar chita, e por ser tão pequenino achei que era ideal para guardar as coisas engraçadas que a Maria vai dizendo ao longo do ano.  E pronto, só falta a caneta.