segunda-feira, 31 de outubro de 2011

halloween

(...) o meu mais velho já vai à escola. Uma escola pequena, pública, laica e aqui do bairro, na qual o meu Rititi Boy deve ser muito feliz, porque o gajo não me conta nada. Tudo bem? Sim. E que fizeste? Não me lembro. O meu filho, se alguém tinha dúvidas, é um gajo. Mais informação não recebo, a não ser umas fotocópias metidas no bolso do bibe, num estilo instrução militar, do género paguem as aulas de música ou dedique um tempo da sua vida a fazer uma bruxa para a festa de Halloween que festejaremos esta semana. Alto aí!! Halloween?? Masquestamerda? Estamos a falar do mesmo colégio laico que não comemora o Dia da Mãe porque é uma festa religiosa? E Halloween é o que, exactamente? Ou se calhar além de laicos, os directores deste colégio têm também uma vocação global e espera-me um ano lectivo de comemorações multiculturais e multinacionais desde o Fim de Ano chinês, passando pelo 25 de Abril turco e Dia da Independência do Uganda? Ou acaso são simplesmente ignorantes e ninguém lhes disse que aqui, nesta nossa terra e nesta nossa cultura, nos nossos genes, Halloween não existe e que aqui celebramos o Dia de Todos os Santos, dos nossos defuntos, que aqui honramos a memória dos nossos seres queridos sem precisar de máscaras e bruxas e pintelhices pirosas? E agora, se me dão licença, vou passar um “tempo de qualidade” com o filho de três anos enquanto EU recorto cartolinas às cores, tento pintar um chapéu com papel de alumínio e faço um vestido para a puta da bruxa com o saco do lixo enquanto gajo caga para mim e vê os desenhos animados. Ainda bem que me falta tempo para ir à escola e meter o pau da vassoura da bruxa por onde eu bem sei

halloween

(...) o meu mais velho já vai à escola. Uma escola pequena, pública, laica e aqui do bairro, na qual o meu Rititi Boy deve ser muito feliz, porque o gajo não me conta nada. Tudo bem? Sim. E que fizeste? Não me lembro. O meu filho, se alguém tinha dúvidas, é um gajo. Mais informação não recebo, a não ser umas fotocópias metidas no bolso do bibe, num estilo instrução militar, do género paguem as aulas de música ou dedique um tempo da sua vida a fazer uma bruxa para a festa de Halloween que festejaremos esta semana. Alto aí!! Halloween?? Masquestamerda? Estamos a falar do mesmo colégio laico que não comemora o Dia da Mãe porque é uma festa religiosa? E Halloween é o que, exactamente? Ou se calhar além de laicos, os directores deste colégio têm também uma vocação global e espera-me um ano lectivo de comemorações multiculturais e multinacionais desde o Fim de Ano chinês, passando pelo 25 de Abril turco e Dia da Independência do Uganda? Ou acaso são simplesmente ignorantes e ninguém lhes disse que aqui, nesta nossa terra e nesta nossa cultura, nos nossos genes, Halloween não existe e que aqui celebramos o Dia de Todos os Santos, dos nossos defuntos, que aqui honramos a memória dos nossos seres queridos sem precisar de máscaras e bruxas e pintelhices pirosas? E agora, se me dão licença, vou passar um “tempo de qualidade” com o filho de três anos enquanto EU recorto cartolinas às cores, tento pintar um chapéu com papel de alumínio e faço um vestido para a puta da bruxa com o saco do lixo enquanto gajo caga para mim e vê os desenhos animados. Ainda bem que me falta tempo para ir à escola e meter o pau da vassoura da bruxa por onde eu bem sei

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Pivete

Ontem foi dia da Dixie ir ao veterinário levar uma vacina e talvez desparasitar porque eu a tinha apanhado de manhã a esfregar o rabo num tapete. Foi só uma vez mas como temos a Maria em casa não queríamos deixar o assunto passar. O veterinário olhou para o boletim de vacinas e disse que não devia ser o caso porque ela tinha sido desparasitada há menos de 4 meses e que possivelmente tinha as glândulas anais (sim, glândulas anais) cheias de fluídos. Estas glândulas contêm feromonas que quando cheiradas por outros cães fornecem muita informação bioquímica sobre o animal em causa e são por isso uma espécie de Cartão do Cidadão canino. Por norma, os cães esvaziam essas glândulas naturalmente mas há alturas em que tal não acontece e tem de ser o veterinário a fazer o dirty job. Eu não estava lá mas diz quem viu e cheirou (sr.AC) que o pivete era descomunal, daquele que se entranha no nariz e dá vontade de fugir. Que mesmo quando a Dixie entrou no carro, o cheiro era de tal modo intenso que teve de conduzir com as janelas abertas apesar do frio. Ontem à noite a Dixie já não era a Dixie, era a Fedorenta.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

outono


O primeiro adeus às sandálias. Deixar de andar com o pé ao léu e a mudança da hora são das poucas coisas que não gosto nesta estação.

Presentes


Sal com oregãos e sementes de alho francês para a nossa mini-horta!
Obrigada C!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O fim

Acabou ontem a nossa relação, difícil desde sempre. Tínhamos problemas de comunicação, eu a querer explicar-me em palavras e ele sem retribuir. O meu toque era-lhe indiferente, continuava como se nada fosse, sem o mínimo esforço para me entender. Foi assim desde o início e o peso de uma anterior relação frustrada(dele) já se tinha sentido. Não o consegui mudar e mesmo tudo o que apreciava nele foi insuficiente para eu aguentar. No sábado confidenciei a uma amiga que já não gostava dele e que precisava de mudar. No domingo de manhã vingou-se: ficou mudo e calado. Eu juro que tentei.
Adeus telemóvel rasca touchescreen herdado do sr.AC, olá Nokia básico e baratinho. Que sejamos felizes por muitos anos.

Cancela

Para cadelas curiosas e bebés imprudentes, uma cancela no cimo das escadas.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sensibilidade musical

Com a chegada da Maria estou mais próxima do cancioneiro popular infantil e chego à conclusão que tem músicas a roçar o sádico e o cruel. Veja-se o clássico "Atirei o pau ao gato". O titulo já diz tudo mas analisando a letra verifica-se um comportamento desviante:

Atirei o pau ao gato to - to
Mas o gato to-to
Não morreu eu-eu
Dona Chica ca-ca assustou-se se
Com o berro, com o berro
Que o gato deu - miau.

Assentada à chaminé é-é
Veio uma pulga ga-ga mordeu o pé é-é
Ou ela chora ou ela grita
Ou vai-se embora - pulga maldita


Nesta versão o coitado do gato morre mesmo:

Era uma vellha lha,
matou um gato to,
com a ponta ta,
do seu sapato, to.
Pobre velha lha,
pobre gato,
pobre ponta ta,
do seu sapato, to.

Passemos agora à música Linda Falua e a crueldade para com a pobre mãe:

Que linda falua,
que lá vem, lá vem,
é uma falua,
que vem de Belém.

Eu peço ao Senhor Barqueiro
que me deixe passar,
tenho filhos pequeninos
não os posso sustentar.

Passará, não passará,
algum deles ficará,
se não for a mãe à frente,
é o filho lá de trás.

Temos também o Dlim Dlão, verso curtinho e pouco simpático:

Dlim Dlão
Cabeça de cão
Orelhas de gato
Não tem coração

Mas a mais estranha de todas é uma música que eu recordo da infância e que era banda sonora para aquele jogos de mãos.

Se tu visses o que eu vi
Dominó
À porta do tribunal
Dominó
As cuecas do juiz
Dominó
Embrulhadas em jornal
DO-MI-NÓ
Esta rua cheira a sangue
Dominó
Quem será que se matou
Dominó
Foi a mãe do meu amor
Dominó
Que da janela se atirou
DO-MI-NÓ


Esta rua cheira a sangue??!

domingo, 16 de outubro de 2011

Croniqueta Dental #2 Heavy Metal




Sábado foi o dia de colocar o dito cujo e numa hora estava tudo pronto. Primeiro usaram uma massa fixante e colocaram os brackets (peçinhas de metal). Depois uniram o ferrinho (esse grande termo científico) que passa ao longo dos brackets com uns elásticos. Perguntaram-me que cor queria e eu escolhi cor-de-rosa, utilizando como critério altamente pertinente para essa escolha a cor do verniz que estava a utilizar no momento. Não foi bem assim mas eles tinham elásticos de várias cores só que o verde fazia-me lembrar espinafres ou esparregado preso nos dentes. Tinham também castanho mas não me pareceu boa escolha. O branco não tinha grande piada e fiquei ali indecisa entre o rosa, o laranja e o azul. Desta vez fiquei com os cor-de-rosa, para a próxima escolho outra cor.
Entre os molares também colocaram um peça metálica gigante e aí foi mais desconfortável. Depois de sair do consultório comecei a sentir toda a parafernália metálica que tinha nos dentes a roçar na língua e lábios. Utilizei uma cera que me deram para cobrir os brackets e o desconforto passou. Sucintamente, foi isto. Não doeu horrores e já como de tudo ou quase tudo. Roer um entrecosto é que está fora de questão.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Curioso

Ontem o primeiro ministro anunciou algumas das medidas para 2012. Uma delas é o corte de subsídio de férias e subsídio de Natal para funcionários públicos que ganhem mais de 1000 euros e o corte de um subsidio para quem ganhe entre o mínimo nacional e os 1000 euros. Li o jornal online e fiquei espantada com os comentários à notícia. Muita gente a achar que é bem feito, que os funcionários públicos, essa corja, tem o que merece porque andam é a sugar o dinheiro alheio. E eu não entendo. Porque são pessoas que vivem num mundo em que os únicos funcionários públicos são uns funcionários das Finanças ou da Segurança Social que um dia lhes prestaram péssimos serviços. Eu também já fui mal atendida em serviços públicos que pago com os meus impostos e fiquei fula, claro. Achei que o meu dinheiro estava a ser mal empregue com pessoas que mostram uma tromba em vez de uma cara, que não sabem o que estão a fazer. Mas também tenho noção que são funcionários públicos os professores, os médicos, os enfermeiros, os oficiais de justiça. Os polícias. As auxiliares que vigiam os meninos no recreio, o técnico da ETAR, o senhor que faz as análises à água que bebo. O coveiro. A auxiliar de acção médica que muda a arrastadeira no hospital quando alguém está doente, os 'homens do lixo'. A técnica social que visita uma casa cheia de lixo até ao tecto e retira aos pais um bebé de 3 meses que é abusado sexualmente pelo pai e depois vai para casa com o peso daquela imagem na cabeça. E no coração. Podia continuar com a lista de profissões dignas que trabalham para o estado e não recebem fortunas mas acho que já passei a ideia.
Nivelar por baixo, querer que os outros tenham a mesma má sorte que nós, é, a meu ver, um raciocínio 'pequenino'. Então se os suecos têm direito a uma licença de paternidade de 1 ano e eu tenho direito a 5 meses vou querer que a deles diminua? Eu quero é o mesmo para mim! Se acho bem que os trabalhadores a recibo verde ( e eu conheço tantos, infelizmente) sejam explorados à conta de uma medida política que só promove o desrespeito ? Claro que não. Evidentemente que não. Mas não me peçam para abdicar dos meus direitos para sermos todos iguais. Eu quero é que esses trabalhadores tenham os mesmos direitos que eu.
Ontem, ao ler a notícia, lembrei-me da minha amiga Luísa. A Luísa é funcionária pública, varre ruas no concelho onde moro. Recebe o salário mínimo, paga um passe de 80 euros para vir trabalhar mais 80 para almoçar todos os dias na cantina. Tem filhos, um marido reformado por invalidez, paga renda de casa, alimentação, água, gás e luz, esses bens de luxo agora taxados a 23%. Para o ano não vai ter direito a um dos subsídios.
Como é que eu posso achar que esses cortes são justos?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Croniqueta Dental

Dizem que os dentes do siso são os dentes do juízo. No meu caso, os dentes do siso são os dentes do prejuízo. Desde que nasceram - há mais de uma década - que os velhacos começaram uma ditadura na minha mandíbula. Os restantes, com medo, começaram a encostar-se, a encostar-se, a encostar-se, e o resultado é uma articulação temporomandibular a dar estalinhos, um canino à vampiro (ao menos podiam ser 2!) e os incisivos centrais com uma ligeira inclinação para dentro.
Para resolver este problema ontem foi dia de dentista. Já tinha ido a 2 consultas preparatórias para fazer os moldes e uma outra para discutir o processo e o orçamento. Decisão tomada e ontem foi dia de colocar 3 elásticos no meio dos molares. Demorou 5 minutos, não doeu e foi fácil. Basicamente enfiaram uma argolinha elástica num fio dental mais grosso, depois pressionaram o fio no meio dos dentes, o elástico ficou lá preso e de seguida puxaram o fio. A sensação é a de ter um pedaço de comida no meio dos dentes. Não doí, não chateia muito mas sabe-se que está lá.
Gostava de explicar para que servem mas sinceramente não sei bem e para dizer algum disparate é melhor não dizer nada. O que eu sei é que no sábado de manhã vou colocar o aparelho propriamente dito. Depois, lá para 2013, vamos ver se valeu a pena.


terça-feira, 11 de outubro de 2011

sábado, 8 de outubro de 2011

Soltas

- Descobri finalmente (sou lenta e a minha veia de cusca nunca foi grande coisa...) a grande utilidade para o Facebook: associar uma cara ao nome dos 1000 funcionários do meu local de trabalho. Falavam de X e eu não estava a 'ver' quem era. Na rua era cumprimentada por Y e eu não fazia a mínima ideia quem era aquela pessoa. Agora por causa de um pedido de amizade descobri montes de gente. Pequena nota para mim própria: não ver fotos para além da foto de perfil. Depois de se ver o 'colega' em tanga ou a fazer um olhar sexy para o espelho lá de casa já não se pode voltar atrás.

- Que anúncio é aquele do Onicomicose? Ninguém tem os pés secos daquela maneira, com meio quilo de pele a cair. E porque é que às tantas falam do HN1 e do HIV?

- E aquele da Baba de Caracol, que promete em 2 dias livrar-nos de todas as maleitas do envelhecimento, estrias profundas e sinais de nascença? É dos melhores exemplos de publicidade enganosa e eu não percebo como é que permitem que o anúncio passe na televisão.

- 80% das raparigas que andam no ginásio que eu frequento têm uma pequena tatuagem na perna, um palmo acima do tornozelo. 70% dos rapazes depilam-se.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Figos

Ao pé dos vasos, o frasco com os figos maduros que estiveram a macerar um ano em aguardente. Para fazer o licor retirei meio litro e acrescentei calda de açúcar. Os figos, esses, ainda ficam em banho de aguardente.

4 meses

E é tão bom.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

porque é dia dos animais...

Aqui fica uma foto da minha alegre companheira de todos os dias.
E já agora deixo uma sugestão de leitura. Eu gostei muito.