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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

الجيزة‎

...que é como quem diz Gizé. A propósito da catrefada de pedras que habitam no nosso quintal a Béu sugeriu a construção de uma pirâmide à semelhança da pirâmide de Gizé. O problema é que nós já temos não uma mas duas pirâmides. É bem verdade que não estão no nosso terreno mas ainda assim, por estarem altaneiras, não escapam da nossa vista. portão do vizinho

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ainda o ginásio

Já fiz 2 aulas de body balance. Optei por aulas de grupo para espantar a preguiça já que passadeiras e máquinas têm em mim o mesmo efeito que os programas de cantorias com crianças: aborrecem-me. Às tantas dou por mim a fazer batota comigo mesma e os abdominais são contados em números ímpares - 1,3,5,7, - e os minutos passam mais rápido para mim do que para os restantes mortais - em 10 minutos faço 20 minutos de bicicleta.

Eu queria mesmo, mesmo, fazer caminhadas como a Ana, mas não tenho companhia. É o único senão da vizinhança mais próxima ser tão...sénior... Querem é sopas e descanso e se é para dar uso ao corpo pegam na enxada e tratam da horta. Exercício, como nós o concebemos, é uma realidade estranha. Pagar para suar, para perder peso, é coisa que não faz sentido para quem começou a puxar pelo corpo ainda criança, para quem nunca conheceu folgas ou férias ou para quem nunca foi gordo porque simplesmente não tinha grande coisa para comer.
Claro que podia fazer caminhadas sozinha mas não é a mesma coisa. Resta-me assim fazer aulas de grupo. Amanhã diz que é dia de body jump, uma aula que mete trampolins.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Come Sopas


No Domingo passado esteve cá em casa mais um amigo sénior do sr. AC: o Come Sopas. Como prometido, trouxe uns pés de tomate para plantar no nosso canteiro, mesmo ao lado do faval. Gabou-nos as favas e deu-nos conselhos preciosos que foram ouvidos num raio de 2 km porque o sr.Come Sopas - que é algo surdo - tem uma tendência para falar muito alto. Sempre prestável e bem disposto, ontem voltou para semear umas melancias. É bom ter vizinhos assim.

terça-feira, 15 de março de 2011

Do descanso

Tenho aproveitado estes dias "de repouso" para passear com a Dixie, sem sair do fundo da nossa rua. O espaço para recreio é mais que muito para aquilo que ela mais gosta de fazer: correr, correr, correr.
Pelo caminho apanho uma velhota a roubar malmequeres a outra vizinha. Chamam-lhe a Maluca do Altinho e só sei que colecciona montinhos de pedras à porta de casa, onde vive sozinha.
Um pouco mais à frente a figueira anã começa, timidamente, a vestir-se de verde. No chão, as florinhas do campo que tu tanto gostas.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pepinos

Já aconteceu duas vezes: o sr AC vai buscar pão de manhã e traz um presente.
O vizinho velhote que acha que o sr. AC se chama Nuno e que nós achamos que se chama Salvador (confusos?) vê o sr. AC de bicicleta a sair da padaria e pergunta-lhe se não quer levar uns pepinos bastando para o efeito apanhá-los da horta. Ao todo deve ter trazido uns 10 pepinos. Parece que o velho Salvador não pode comer pepino. E porque é que ele tem pepinos na horta se não os pode comer? Pois, é uma boa pergunta.

Pepinos

Já aconteceu duas vezes: o sr AC vai buscar pão de manhã e traz um presente.
O vizinho velhote que acha que o sr. AC se chama Nuno e que nós achamos que se chama Salvador (confusos?) vê o sr. AC de bicicleta a sair da padaria e pergunta-lhe se não quer levar uns pepinos bastando para o efeito apanhá-los da horta. Ao todo deve ter trazido uns 10 pepinos. Parece que o velho Salvador não pode comer pepino. E porque é que ele tem pepinos na horta se não os pode comer? Pois, é uma boa pergunta.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Tinto Dixie


Legenda desta fotografia fresca, fresquinha, tirada hoje de manhã: o garrafão da pomada que o pastor Cholita nos ofereceu (parece que é bom mas ainda não provei) e a Dixie a fazer olhos de cachorrinho triste* por saber que iamos embora.
*leitura altamente suspeita de uma 'dona' embevecida. Vai na volta e a nossa pulquéria estava a pensar qualquer coisa como "tenho gases, estou triste"

Tinto Dixie


Legenda desta fotografia fresca, fresquinha, tirada hoje de manhã: o garrafão da pomada que o pastor Cholita nos ofereceu (parece que é bom mas ainda não provei) e a Dixie a fazer olhos de cachorrinho triste* por saber que iamos embora.
*leitura altamente suspeita de uma 'dona' embevecida. Vai na volta e a nossa pulquéria estava a pensar qualquer coisa como "tenho gases, estou triste"

terça-feira, 22 de junho de 2010

Coisas e coisas

A oficina do sr.AC está assim neste momento. Não se vê na foto por causa do corta-fogo mas o telhado já lá está. Falta acabar a porta e o telheiro (os postes já lá estão).Mais coisas...
- antes que me esqueça: o rebento do meu amigo Paulo faz hoje (é hoje não é?) um mês! Ao pequeno D., que é giro que se farta, desejo tudo de bom, salpicado com uma dose extra de paciência para aturar o pai. Se ele começar outra vez a ouvir Helloween já sabes miúdo: give me a call!

- Hoje chega o fogão! Foguetes, foguetes! Foi caro como o raio mas pronto, tinha de ser, que eu com a Bimby não faço milagres e um bolo acabadinho de sair do forno sabe sempre bem. Como não queriamos ter gás em casa (manias cá nossas) optámos por um fogão com placa vitrocerâmica e forno eléctrico. No próximo mês vamos ver como é com a conta da luz.
- Hoje de manhã, quando ia de bicicleta buscar o pão, o sr. AC apanhou em flagrante a D. Deolinda (ou será DeMolinda???) a esfolar uns pássaros que encontrou mortos no chão para dar à gata a quem ela todas as manhãs chama de "Estupor" ou "Mete nojo". Carinhosa a D. Deolinda, muito carinhosa.
- Alguma alma, que por acaso venha aqui dar à costa, sabe como fazer o backup de um blogue?

Coisas e coisas

A oficina do sr.AC está assim neste momento. Não se vê na foto por causa do corta-fogo mas o telhado já lá está. Falta acabar a porta e o telheiro (os postes já lá estão).Mais coisas...
- antes que me esqueça: o rebento do meu amigo Paulo faz hoje (é hoje não é?) um mês! Ao pequeno D., que é giro que se farta, desejo tudo de bom, salpicado com uma dose extra de paciência para aturar o pai. Se ele começar outra vez a ouvir Helloween já sabes miúdo: give me a call!

- Hoje chega o fogão! Foguetes, foguetes! Foi caro como o raio mas pronto, tinha de ser, que eu com a Bimby não faço milagres e um bolo acabadinho de sair do forno sabe sempre bem. Como não queriamos ter gás em casa (manias cá nossas) optámos por um fogão com placa vitrocerâmica e forno eléctrico. No próximo mês vamos ver como é com a conta da luz.
- Hoje de manhã, quando ia de bicicleta buscar o pão, o sr. AC apanhou em flagrante a D. Deolinda (ou será DeMolinda???) a esfolar uns pássaros que encontrou mortos no chão para dar à gata a quem ela todas as manhãs chama de "Estupor" ou "Mete nojo". Carinhosa a D. Deolinda, muito carinhosa.
- Alguma alma, que por acaso venha aqui dar à costa, sabe como fazer o backup de um blogue?

sexta-feira, 26 de março de 2010

Vizinhos

Sempre gostámos de fazer passeios pela zona, ir às piscinas naturais e terminar a tarde com um petisco no café do sr. F. e da Menina C., o mais próximo da Alegre Casinha.
Ao princípio o Sr. F não nos passava muito cartão. Era simpático e cordial sim senhora, mas não dava muita confiança. Por sua vez a Menina C. queria era conversa e descobrir quem nós éramos e o que faziamos por aquelas bandas. Foi através dela que descobrimos que o sr. F. gostava de pescar. A partir daí o sr. Alegre Casinha - também conhecido no meio familiar por Robalão porque já viu um robalo deeeeeeeeeeeeeeeeeeste tamanho - não parou de o chatear com perguntas sobre sargos e sítios bons para pescar, atirando para o ar perguntas armadilhadas para ver se o apanhava. Nada, nickes. Ele não se descosia, não dizia nem que sim nem que não, dava respostas dúbias. Afinal de contas o segredo é a alma do negócio.
Mas o sr. AC tanto insistiu que, pouco a pouco, bem devagarinho, o senhor F. lá foi baixando a guarda, explicando, por meias palavras e entrelinhas, que pesqueiros que costuma frequentar. Um dia destes ainda surge um convite...

Vizinhos

Sempre gostámos de fazer passeios pela zona, ir às piscinas naturais e terminar a tarde com um petisco no café do sr. F. e da Menina C., o mais próximo da Alegre Casinha.
Ao princípio o Sr. F não nos passava muito cartão. Era simpático e cordial sim senhora, mas não dava muita confiança. Por sua vez a Menina C. queria era conversa e descobrir quem nós éramos e o que faziamos por aquelas bandas. Foi através dela que descobrimos que o sr. F. gostava de pescar. A partir daí o sr. Alegre Casinha - também conhecido no meio familiar por Robalão porque já viu um robalo deeeeeeeeeeeeeeeeeeste tamanho - não parou de o chatear com perguntas sobre sargos e sítios bons para pescar, atirando para o ar perguntas armadilhadas para ver se o apanhava. Nada, nickes. Ele não se descosia, não dizia nem que sim nem que não, dava respostas dúbias. Afinal de contas o segredo é a alma do negócio.
Mas o sr. AC tanto insistiu que, pouco a pouco, bem devagarinho, o senhor F. lá foi baixando a guarda, explicando, por meias palavras e entrelinhas, que pesqueiros que costuma frequentar. Um dia destes ainda surge um convite...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

É água-pé, não era?

O amigo Cholita brindou-nos no outro fim de semana com um garrafão de 5 litros de água-pé caseira mais uma garrafita de tinto. Ainda não provei o tinto mas posso dizer que a água-pé escorrega muito bem! Upa, upa! Já só resta um restinho no fundo do garrafão.
E portantos, o post de hoje é uma vez mais dedicado ao Cholita, em particular às suas ajudantes, assim em jeitos de reconhecimento.
Senhoras e senhores, a pôr na linha as ovelhas velhacas, tresloucadas e enlouquecidas pelo Carneirão El Cobridor, temos.... Gravata e Violeta!!!

É água-pé, não era?

O amigo Cholita brindou-nos no outro fim de semana com um garrafão de 5 litros de água-pé caseira mais uma garrafita de tinto. Ainda não provei o tinto mas posso dizer que a água-pé escorrega muito bem! Upa, upa! Já só resta um restinho no fundo do garrafão.
E portantos, o post de hoje é uma vez mais dedicado ao Cholita, em particular às suas ajudantes, assim em jeitos de reconhecimento.
Senhoras e senhores, a pôr na linha as ovelhas velhacas, tresloucadas e enlouquecidas pelo Carneirão El Cobridor, temos.... Gravata e Violeta!!!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Come-Sopa

Estava eu uma vez mais a passear a Dixie no campo ao pé de casa quando reparei numa meia dúzia de buracos no chão. Por ali não passa ninguém para além do Chólita e dificilmente um animal faria vários buracos com aquela dimensão. Perguntei ao sr. AC o que era aquilo. Disse-me que esteve lá no outro dia o Come-Sopa a apanhar formigas de asa para armar aos passarinhos. Sim, é verdade, temos um vizinho de nome desconhecido mas cuja alcunha é Come-Sopa. Tem uma hortinha perto lá de casa. Eu já soube a história por detrás da alcunha mas não me lembro com precisão... Talvez o sr. AC possa aprofundar a questão na caixa de comentários.
O que eu sei é que quando encontramos o Come-Sopa na rua - ainda ontem o vimos na sua bicicleta - ele arremelga muitos os seus olhos grandes e pergunta bem alto: Vai bem?!!

Come-Sopa

Estava eu uma vez mais a passear a Dixie no campo ao pé de casa quando reparei numa meia dúzia de buracos no chão. Por ali não passa ninguém para além do Chólita e dificilmente um animal faria vários buracos com aquela dimensão. Perguntei ao sr. AC o que era aquilo. Disse-me que esteve lá no outro dia o Come-Sopa a apanhar formigas de asa para armar aos passarinhos. Sim, é verdade, temos um vizinho de nome desconhecido mas cuja alcunha é Come-Sopa. Tem uma hortinha perto lá de casa. Eu já soube a história por detrás da alcunha mas não me lembro com precisão... Talvez o sr. AC possa aprofundar a questão na caixa de comentários.
O que eu sei é que quando encontramos o Come-Sopa na rua - ainda ontem o vimos na sua bicicleta - ele arremelga muitos os seus olhos grandes e pergunta bem alto: Vai bem?!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Chólita ou mais um nosso amigo de 70 anos

Depois da menina Deolinda falo-vos hoje do Cholita. E quem é o Cholita?
Ora bem, das traseiras lá de casa vê-se, a norte, a serra e um pouco de mar. Vê-se também a escolinha. E é nestes campos que anda diariamente um pastor com as suas ovelhas. Conhecemo-lo logo no início, ainda quando só estavamos a namorar a casa.
Apresentou-se " O meu nome é Jirónimo mas todos me tratem por Chólita". [ Por uma questão de privacidade pensei em ocultar aqui no blogue a alcunha do senhor mas pelos vistos há mais do que um Chólita neste nosso lindo Portugal.]
Com 73 anos, pequeno, de tez queimada pelo sol e os dedos a adivinhar arteroses, logo ali tratou de nos contar a história da casa e a sua própria história. O Chólita – ou Chólica como diz o meu pai - desde então tem passado com frequência pela AC para dois dedos de conversa. Foi através dele que soubemos que a casa foi em tempos uma taberna e que uma das pessoas que a habitou se chamava D. Brites (a bisavó do Cholita) e tinha um feitiozinho a atirar para o retorcido.
Há uns tempos atrás ofereceu-nos legumes e fruta para o almoço de domingo. E como é dado à converseta começou a falar do que gosta e não gosta de comer. Mas o Chólita tem um sotaque que às vezes é dificíl de entender. Falava-me que não gostava de comer "cárrrrrene" e eu não percebia o que ele queria dizer. Voltou a repetir "Não gosto de cárrrrene, gosto mais de ligumes, dumas repolhadas". E eu sem lata de lhe perguntar de que raio estava ele a falar. Só quando falou em borrego é que se fez luz: não gosta de carne!
Também um destes dias apareceu - já aqui contei isto? - com um molho de ervas no ouvido. O sr. AC não resistiu a perguntar o que era aquilo. Explicou que era erva azeitoneira e que fazia muito bem à dor de ouvidos...Também já nos contou como conheceu a mulher e como fugiu com ela porque a família dela não aceitava o namoro. E já levou o sr. AC a dar um passeio pelos campos para conhecer algumas das ervas que por ali crescem. Contou também como se prepara o engodo para as moreias. E que nunca quis deixar a terra onde nasceu para ir para o mar, quando na década de 60/70 não havia ali trabalho. Ficou com o pai. Ficou com a terra. Ficou com os animais. Ficou com o coração.
Tivesse este blogue som e terminava o post com a forma catita como o Chólita chama as ovelhas: "Anda cá ovelhinhaaaaaaaaaaaaaa!!!"

Chólita ou mais um nosso amigo de 70 anos

Depois da menina Deolinda falo-vos hoje do Cholita. E quem é o Cholita?
Ora bem, das traseiras lá de casa vê-se, a norte, a serra e um pouco de mar. Vê-se também a escolinha. E é nestes campos que anda diariamente um pastor com as suas ovelhas. Conhecemo-lo logo no início, ainda quando só estavamos a namorar a casa.
Apresentou-se " O meu nome é Jirónimo mas todos me tratem por Chólita". [ Por uma questão de privacidade pensei em ocultar aqui no blogue a alcunha do senhor mas pelos vistos há mais do que um Chólita neste nosso lindo Portugal.]
Com 73 anos, pequeno, de tez queimada pelo sol e os dedos a adivinhar arteroses, logo ali tratou de nos contar a história da casa e a sua própria história. O Chólita – ou Chólica como diz o meu pai - desde então tem passado com frequência pela AC para dois dedos de conversa. Foi através dele que soubemos que a casa foi em tempos uma taberna e que uma das pessoas que a habitou se chamava D. Brites (a bisavó do Cholita) e tinha um feitiozinho a atirar para o retorcido.
Há uns tempos atrás ofereceu-nos legumes e fruta para o almoço de domingo. E como é dado à converseta começou a falar do que gosta e não gosta de comer. Mas o Chólita tem um sotaque que às vezes é dificíl de entender. Falava-me que não gostava de comer "cárrrrrene" e eu não percebia o que ele queria dizer. Voltou a repetir "Não gosto de cárrrrene, gosto mais de ligumes, dumas repolhadas". E eu sem lata de lhe perguntar de que raio estava ele a falar. Só quando falou em borrego é que se fez luz: não gosta de carne!
Também um destes dias apareceu - já aqui contei isto? - com um molho de ervas no ouvido. O sr. AC não resistiu a perguntar o que era aquilo. Explicou que era erva azeitoneira e que fazia muito bem à dor de ouvidos...Também já nos contou como conheceu a mulher e como fugiu com ela porque a família dela não aceitava o namoro. E já levou o sr. AC a dar um passeio pelos campos para conhecer algumas das ervas que por ali crescem. Contou também como se prepara o engodo para as moreias. E que nunca quis deixar a terra onde nasceu para ir para o mar, quando na década de 60/70 não havia ali trabalho. Ficou com o pai. Ficou com a terra. Ficou com os animais. Ficou com o coração.
Tivesse este blogue som e terminava o post com a forma catita como o Chólita chama as ovelhas: "Anda cá ovelhinhaaaaaaaaaaaaaa!!!"