quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Relatório Natal

E lá se passou outro Natal, o primeiro que passámos juntos na nossa casa. Correu bem, ninguém andou à pancada e houve comida e bebida até dizer chega. Pena mesmo foi o tempo ter estado manhoso o que fez com que a minha avó não visse, uma vez mais, o exterior da casa. O trajecto dela foi mais carro-casa-carro...
Ah, e estreámos em grande o nosso forno a lenha! Saiu de lá uma galinha corada que eu nem vos conto... O cabrito é que podia ter ficado melhor (segundo disseram porque é coisa que eu não aprecio) mas como foi a primeira experiência com o forno temos desculpa.
Este ano apeteceu-me enviar postais porque gosto muito de enviar/receber cartas. Os e-mails são muito práticos sim senhor mas receber uma carta tem outra graça.
Então falei com a Ana Oliveira, ilustradora/escultora cujos trabalhos podem apreciar em http://ilustrana.blogspot.com/ e em menos de nada tinha uns postais muito catitas para enviar à malta amiga. Não é por nada mas quem recebeu (e ainda não enviámos todos!) gostou muito e nós, claro, ficámos bastante contentes. Ora vejam como ficámos tão lindos: eu na versão 2 em 1, o sr.AC e a nossa querida Dixie. Ao fundo, a nossa casa. O melhor sítio do mundo.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal e alheiras

O nosso vai Natal vai ser passado em casa com a família. Vai ser o primeiro ano que passamos juntos (eu na versão 2 em 1) e espero que seja, acima de tudo, um Natal em paz. Podia continuar a dizer coisas lamechas e imbuídas de espiríto natalício mas... mas o que não me sai da ideia é que devia comprar uma alheira para assar na lareira. E empadão de alheira também deve ser bom. Ou lasanha de alheira com espinafres. Nham.
Bom Natal meus amigos!!!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Colchas de renda, panos e serviços

Tremo ao pensar na quantidade de colchas de renda, finos atoalhados turcos, naperons, serviços de jantar, faqueiros e copos que nos querem fazer herdar.
A minha mãe, por exemplo, já veio com a conversa do belo serviço de jantar que tem lá em casa, que lhe custou os olhos da cara, que é de cerâmica portuguesa e que....usou uma vez. Tem graça que o argumento que usa para me impingir o serviço é esse mesmo "eu já não vou usar o serviço, só o usei uma vez." Eu acrescentaria que só usou uma vez porque lá em casa mal cabia uma mesa para 4 pessoas jantarem diariamente quanto mais para um jantar de 12 pessoas com direito a finos pratos.
Depois tenho as rendas da minha avó, que demoraram anos a fazer, com muito custo à luz do petróleo depois um dia de trabalho no campo. Eu já tentei explicar mil vezes que não aprecio e que nem sequer tenho espaço lá em casa para tanta arroba de renda. É a mais pura das verdades. Mas logo me devolve o olhar triste que denuncia que eu sou uma grande ingrata e diz "custou-me tanto a fazer...E levavas também esta que era para o teu irmão, tão linda que é e ele não liga a estas coisas. E uns naperons para o sofá. E uns lençóis com uns bordados." Explicar que eu NUNCA vou usar aquelas coisas é o mesmo que nada. A ideia não é assimilada e a surdez torna-se a maior aliada.
Do lado do sr. AC a coisa não vai melhor e já houve umas tentativas de "passa a outro e não ao mesmo" de copos, pratos e rendas.
Estamos tramados, é o que é. Tenho de arranjar uma estratégia.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sem açúcar

Queria agradecer à TVI pela peça sobre a suposta falta de acúcar que fez com que velhinh@s, doméstic@s e desocupad@s deste nosso país fossem a correr ao supermercado comprar paletes de acúcar para encher a despensa até ao Natal de 2018. Eu só queria quinhentos gramas para fazer uma receita de choco cookies da Nigella e não encontro uma embalagem em lado algum. 'Tá mal, muito mal.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Grandes dilemas da humanidade

Ora vamos lá a ver se chego a uma conclusão: Quantos canhotos vocês conhecem que usam o rato do computador com a mão direita? Vá lá, olhem para os colegas de trabalho, lembrem-se de primos, amigos, chefes, a senhora chata das finanças, o mediador de seguros, o médico...


(Não querendo enviesar qualquer resultado digo-vos que eu sou canhota e uso, obviamente, a mão esquerda para o rato. O sr. AC por sua vez também é canhoto e usa, sabe-se lá porquê, a mão direita.)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Natal

Ontem, dia chuvoso e de temperatura estranha, foi o dia escolhido para salpicarmos a Alegre Casinha com ares de Natal. Vai daí e montámos uma árvore no sítio onde se situava a antiga cozinha da AC. Não posso deixar de sorrir a olhar para a figura do meu pai armado em pedreiro e de me recordar do ar ligeiramente preocupado do sr.AC com o estado da casa... Conseguem ver o buraco ao pé das costas do sr.AC?! :)
A árvore não tem muitos enfeites (7 bolas e umas estrelas de palha que eu gosto muito) mas um deles é especial... É o pai Natal que trouxemos da Escócia e já foi baptizado: Frank!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O que se faz por aqui

Ele: vai para a oficina, faz bicicletas fixes e dá cabo das mãos.
Eu: durmo muito, enjoo mais e vou falar com a sanita.

Linda foto tirada no AKI. Se é normal? Não, mas podia ser pior.

bicicleta construída pelo sr.AC e conhecida por FatMan

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A viagem

Este blogue ainda tem batimento cardíaco, que é como quem diz que ainda não foi abandonado. Só que ando há uns quantos dias a tentar escrever um post e tudo o resto fica para trás. Escrevo, apago, escrevo, apago. Ora acho parvo, ora acho lamechas, ora acho que não tem ponta por onde se pegue. Se calhar aproveito já este post a desculpar-me da ausência e digo logo de uma vez só, nem vou respirar ou deixar os dedos pararem de tocar no teclado: vamos ter um bebé. Já escrevi. É isto: vamos ter um bebé. Vem aí um bebé. Um bebé.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Chalet Dixie

Ainda não está pronto mas está quase, quase. A petit maison da Dixie tem um telhado que abre para facilitar a limpeza, apanhar solinho e arejar. Começo a pensar seriamente em por o Sr. AC a render*...
* no bom sentido, não se ponham com coisas! :)

Como posso livrar-me de gente chata no Facebook

A escolha do título deste post não foi ao acaso. Andei a ver as estatísticas aqui do blogue e reparei que algumas pessoas vêm aqui ter porque no google escrevem coisas esquisitas. Por exemplo, experimentem escrever "Blhéc que nojo" no Google. Para onde é que ele vos manda? Para aqui, claro está. E se escreverem "pescoço de cavalo na sanita"? Pois. ;)
Ora se há pessoas que pesquisam estas coisas no Google muitas mais haverá que estão fartas de gente chata no Facebook e que ipsis verbis escrevem "Como posso livrar-me de gente chata na Facebook", o título deste post. Pessoas desesperadas e que também não percebem nada do Facebook: não procurem mais! Nós, graças a várias almas caridosas que nos mostraram a luz, temos a solução. Nos comentários deste post há informação que vale ouro!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Mini Alegre Casinha

Ontem foi dia de pôr em prática um projecto antigo: fazer uma casinha para a Dixie. Depois do trabalho o sr.AC comprou umas madeiras e começou a construir a mini AC, que vem em boa hora porque a chuva não nos quer largar. Acho que amanhã fica pronta para estrear!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Rifo amigos no Facebook

Eu não sei se alguém vai entender o que vou para aqui escrevinhar mas cheguei à conclusão que não devia ter adicionado 60% das pessoas que fazem parte do meu rol de ‘amigos’ no Facebook. Caí no engano de adicionar só porque me lembro daquela cara na escola ou porque foi amigo de um amigo ou porque frequentou o mesmo café.
É que tenho uns quantos conhecidos que são chatos. Eu, que vou ao FB uma vez por semana, vejo aquilo entupido de coisas parvas. Escrevem no mural coisas assim a atirar para o enigmático, para o ai-que-eu-sou-tão-misterioso, sempre a terminar com reticências, do género “Em espera…” , “ só espero que ela consiga…” ou “também querem?...” . Espera do quê, senhor? Ela quem? Querer o quê?
Não tenho paciência para meias palavras. Para isso e para pessoas que escrevem tudo, mas tudinho, o que estão a fazer, desde o bacalhau à Brás que saiu mais seco que o habitual à dor abdominal ligeira com que começaram o dia. Isto de 10 em 10 minutos, sem exagero. Um tédio, é o que é. E nessas alturas eu questiono-me porque raio carreguei no botão ‘adicionar’.
Resta-me a sorte de ter uns quantos amigos que ou estão caladinhos ou partilham coisas minimamente inteligentes.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

D.Célia que raio é isto?

imagem daqui: http://montedomel.blogspot.com/

Hoje comprámos o Borda d' Água 2011 para saber o que devemos semear na nossa mini horta. Na última folha aparece o Juízo do Ano, uma espécie de previsão sumária do que vai acontecer no ano 2011. Meus amigos, a coisa não está fácil. A visão da D. Célia Cadete, autora do dito Juízo do Ano, é no mínimo negra. Ela é fome, peste, destruição. Ovelhas mortas, divórcios aos molhos, estações trocadas. Falta de vinho, trigo e azeite. Mas o que saltou à vista e me faz crer que a D. Célia Cadete quando escreveu este Juízo do Ano não estava no seu próprio juízo é este parágrafo:

"Nas pessoas as desuniões reinarão e os divórcios proliferarão, na saúde pode-se esperar febres e epidemias não só em Portugal mas um pouco por todo o mundo. Os que nascem neste ano de 2011 terão o rosto grande e feio, os olhos inclinados para a terra e assimétricos sendo o nariz grande e largo, os lábios grossos, as sobrancelhas juntas, a pele escura, os cabelos negros e ásperos, os dentes encavalitados e desproporcionados. As mulheres terão peitos volumosos em corpos magros e esqueléticos."

trabalho de elevada qualidade no paint by me
A minha teoria é que a D. Célia estava com os azeites neste dia, zangada com o Sócrates, com a vizinha, o homem do talho, a sogra, o espelho, o médico de família e o universo em geral.