Tenho aqui que confessar que detesto pombos. Não gosto, pronto. E tenho bons motivos, grandes motivos, para pegar numa flaubert e disparar uns quantos chumbos. Ai e tal, coitadinhos dos animais, bla bla, yada yada... O tanas! Ontem fui à outra casa (a casa de outrora) e não é que os sacanas dos pombos tomaram de assalto a cozinha? Lindo serviço, o cortinado todo sujo, a caixa do detergente toda cheia de porcaria e uma forte suspeita de que os sacanos velhacos se preparavam para fazer ninho na máquina de lavar roupa cuja porta deixei aberta na semana passada para arejar. Os pombos são uma praga naquela casa. Temos as varandas abertas e os parvalhões gostam de ficar ali a sujar tudo. Quantas vezes tive de lavar a roupa que ja estava estendida porque os desgraçados c**** em tudo o que é sítio. E uma outra vez, em pleno Verão, acordei logo pela manhã, virada de barriga para o ar com um pombo a usar o meu dedo grande do pé (desculpa, o hallux) como poleiro. Ia tendo um colapso com o susto. E o arrulhar senhores? O arrulhar é de dar cabo de qualquer réstia de paciência. 4 da manhã e os bandidos já estão naquilo. Atiro com uma almofada contra a janela e é remédio santo...durante 3 minutos. Depois continuam a arrulhar, que os pombos são bichos de raça vil e teimosa. Felizmente na AC não dei conta da sua existência. Eles que se atrevam...
D-e-t-e-s-t-o pombos!
