segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O portão - making of

Agora só falta dar forma às arestas superiores.

O portão - making of

Agora só falta dar forma às arestas superiores.

Tramela


taramela (é)
s. f.
1. Peça de madeira, do feitio de cunha, para fechar porta ou cancela.
2. Peça de madeira que bate sobre a mó do moinho enquanto esta gira.
3. Mar. Peça de madeira que serve de cunha à retranca.
s. 2 gén.
4. Pessoa tagarela.
5. Fig. Língua.
dar à taramela: falar muito.


É precisamente uma "tramela" que o nosso mestre-carpinteiro-sapatinho-de-descanso fez para a portinhola da entrada principal. A portinhola será uma espécie de "meia porta" que por um lado proteje a casa das chuvas de sul e no Verão permite entrar a luz e o ar fresco. Em vez de termos um trinco ou fechadura nessa portinhola vamos ter a tal taramela, peça de madeira que serve de cunha. A ideia surgiu durante as nossas férias, quando fomos a Idanha-a-Velha. No recentemente recuperado lagar de Varas, a ligação entre as salas - onde se podem ver duas grandes varas de prensagem e uma caldeira mais o depósito de azeitona e o espaço de moagem - é feita através de uma porta que tem uma taramela. O nosso mestre carpinteiro já conhecia perfeitamente a peça e tinha inclusive feito umas tantas para as celas de umas freiras. Foi só meter mãos à obra.

Tramela


taramela (é)
s. f.
1. Peça de madeira, do feitio de cunha, para fechar porta ou cancela.
2. Peça de madeira que bate sobre a mó do moinho enquanto esta gira.
3. Mar. Peça de madeira que serve de cunha à retranca.
s. 2 gén.
4. Pessoa tagarela.
5. Fig. Língua.
dar à taramela: falar muito.


É precisamente uma "tramela" que o nosso mestre-carpinteiro-sapatinho-de-descanso fez para a portinhola da entrada principal. A portinhola será uma espécie de "meia porta" que por um lado proteje a casa das chuvas de sul e no Verão permite entrar a luz e o ar fresco. Em vez de termos um trinco ou fechadura nessa portinhola vamos ter a tal taramela, peça de madeira que serve de cunha. A ideia surgiu durante as nossas férias, quando fomos a Idanha-a-Velha. No recentemente recuperado lagar de Varas, a ligação entre as salas - onde se podem ver duas grandes varas de prensagem e uma caldeira mais o depósito de azeitona e o espaço de moagem - é feita através de uma porta que tem uma taramela. O nosso mestre carpinteiro já conhecia perfeitamente a peça e tinha inclusive feito umas tantas para as celas de umas freiras. Foi só meter mãos à obra.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

truz truz

Quem vem lá???
(a aldraba da nossa porta é uma antiga ferradura encontrada lá em casa + peças de uma antiga carroça + peças "extra" da actual carrinhola do sr. AC. Entretanto a aldraba já está concluída e tratada com Hammerite por causa de ferrugem.)

truz truz

Quem vem lá???
(a aldraba da nossa porta é uma antiga ferradura encontrada lá em casa + peças de uma antiga carroça + peças "extra" da actual carrinhola do sr. AC. Entretanto a aldraba já está concluída e tratada com Hammerite por causa de ferrugem.)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Dificuldades

Se eu tivesse de escolher um momento particularmente difícil nas obras lá de casa acho que me inclinava para este:

Neste fase andávamos nós de escopro e maceta na mão a picar paredes, cheios de pó até às amígdalas. Sei lá eu quantos baldes de entulho nós carregámos...Quando tivemos acesso a electricidade começámos a usar o maravilhoso martelo eléctrico que deu uma precisosa ajuda bem como uma incrível dor nos braços. Depois de picar tudo e mais alguma coisa, tirar tudo o que era reboco solto, tivémos de encontrar ânimo aqui:

E aqui...E ainda aqui.

Ai as alegrias do optimismo e da imaginação...:)

Dificuldades

Se eu tivesse de escolher um momento particularmente difícil nas obras lá de casa acho que me inclinava para este:

Neste fase andávamos nós de escopro e maceta na mão a picar paredes, cheios de pó até às amígdalas. Sei lá eu quantos baldes de entulho nós carregámos...Quando tivemos acesso a electricidade começámos a usar o maravilhoso martelo eléctrico que deu uma precisosa ajuda bem como uma incrível dor nos braços. Depois de picar tudo e mais alguma coisa, tirar tudo o que era reboco solto, tivémos de encontrar ânimo aqui:

E aqui...E ainda aqui.

Ai as alegrias do optimismo e da imaginação...:)

Galochas

Dito e feito e já cá cantam umas galochas! Ok, ok, não são umas galochas fashion ou umas nostálgicas "sapo" mas vão ser muito úteis. Pelo preço de saldos e pela urgência de não estragar mais calçado também não se podia pedir muito mais.
Mudando de assunto, sugeriu o R. no último post e muito bem que se fizesse um jantar inagural da AC com os leitores aqui do estaminé. Felizmente conhecemos (e bem) toda a gente que visita o blogue por isso a coisa até tem pernas para andar e como somos poucos cabemos todos lá em casa. Mais para a frente combinamos, boa?

Galochas

Dito e feito e já cá cantam umas galochas! Ok, ok, não são umas galochas fashion ou umas nostálgicas "sapo" mas vão ser muito úteis. Pelo preço de saldos e pela urgência de não estragar mais calçado também não se podia pedir muito mais.
Mudando de assunto, sugeriu o R. no último post e muito bem que se fizesse um jantar inagural da AC com os leitores aqui do estaminé. Felizmente conhecemos (e bem) toda a gente que visita o blogue por isso a coisa até tem pernas para andar e como somos poucos cabemos todos lá em casa. Mais para a frente combinamos, boa?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Lama

São Pedro:

Já percebemos onde queres chegar. Estamos no Inverno e tal e tal, chuva pois sim, frio idem idem, neve talvez. Agora...Dá para fazer uma pausazinha? Chuva dia sim dia não? Humm?
Bom, com as chuvas dos últimos dias o terreno da AC está um verdadeiro lamaçal. É tanta a lama que a caravana do meu pai ficou atolada na segunda-feira. Pedras e pranchas de madeira por baixo dos pneus e nada. Eixo no chão e já nao havia nada a fazer. Chamou-se a assistência em viagem e ao fim do dia o reboque lá conseguiu tirar a carripana, agora estacionada no terreno da vizinha. Ontem metemos pedras, pedrinhas e pedregulhos no sítio que mais parecia um curral de porcos e comprámos uma carrada de brita e areia para acamar. Lá foi a camioneta do G. descarregar o material e...ficou atolada também!!! Mesmo com as pedras o terreno está tão ensopado que cede facilmente. E pronto, foi preciso ir lá um camião puxar a dita camioneta.
Agora temos de encher aquilo com mais pedras e talvez mais brita. Antes disso vou comprar umas destas que me fazem muita falta:

Lama

São Pedro:

Já percebemos onde queres chegar. Estamos no Inverno e tal e tal, chuva pois sim, frio idem idem, neve talvez. Agora...Dá para fazer uma pausazinha? Chuva dia sim dia não? Humm?
Bom, com as chuvas dos últimos dias o terreno da AC está um verdadeiro lamaçal. É tanta a lama que a caravana do meu pai ficou atolada na segunda-feira. Pedras e pranchas de madeira por baixo dos pneus e nada. Eixo no chão e já nao havia nada a fazer. Chamou-se a assistência em viagem e ao fim do dia o reboque lá conseguiu tirar a carripana, agora estacionada no terreno da vizinha. Ontem metemos pedras, pedrinhas e pedregulhos no sítio que mais parecia um curral de porcos e comprámos uma carrada de brita e areia para acamar. Lá foi a camioneta do G. descarregar o material e...ficou atolada também!!! Mesmo com as pedras o terreno está tão ensopado que cede facilmente. E pronto, foi preciso ir lá um camião puxar a dita camioneta.
Agora temos de encher aquilo com mais pedras e talvez mais brita. Antes disso vou comprar umas destas que me fazem muita falta:

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Fungágá da bicharada

Novo ano, bicho novo lá pelas imediações da casa. Uma cobra a dormitar na nossa montanha de pedras, uma salamandra gorda a reluzir sob a luz da lua e ainda um bicho localmente conhecido por...tcharan.....cú de galinha! Palavrinha pouco simpática eu sei mas é mesmo assim que lhe chamam. Eu já tinha visto uns bichos parecidos aquando de um belo acampamento de escoteiros em Tomar, há uns 13 anos atrás, numa terra chamada Montes. No meio da madeira molhada e em decomposição lá estavam eles a ruminar madeira velha. Não sei se são do mesmo tipo mas são mesmo muito parecidos. E deve ser a "época" deles porque já apareceram uns quantos. Os das fotos até não são muito grandes, mas diz o sr. AC que viu um que tinha o dobro do tamanho.

Fungágá da bicharada

Novo ano, bicho novo lá pelas imediações da casa. Uma cobra a dormitar na nossa montanha de pedras, uma salamandra gorda a reluzir sob a luz da lua e ainda um bicho localmente conhecido por...tcharan.....cú de galinha! Palavrinha pouco simpática eu sei mas é mesmo assim que lhe chamam. Eu já tinha visto uns bichos parecidos aquando de um belo acampamento de escoteiros em Tomar, há uns 13 anos atrás, numa terra chamada Montes. No meio da madeira molhada e em decomposição lá estavam eles a ruminar madeira velha. Não sei se são do mesmo tipo mas são mesmo muito parecidos. E deve ser a "época" deles porque já apareceram uns quantos. Os das fotos até não são muito grandes, mas diz o sr. AC que viu um que tinha o dobro do tamanho.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Off we go!

E eis-nos num novo ano!
2010 começou da melhor maneira porque, porque,porque,porque,porque...estreámos a Alegre Casinha! Yeahhhh! ;) Passámos lá a primeira noite, já no nosso quarto, numa cama improvisada. Um colchão de um sofá-cama, duas almofadas e edredões (não gosto nada desta palavra!), uma cadeira de campismo para por as nossas coisas em cima. Mais nada. O jantar de fim de ano passou-se à beira da mesa de apoio à obra, devidamente limpa das ferramentas do mestre carpinteiro e da serradura que a envolvia. Alguns petiscos em cima da mesa, vinho a acompanhar e a lareira acesa. Só não assámos os chouriços e as castanhas porque não houve barriga para mais. Quando faltavam 5 minutos para a meia-noite fomos para o pé do mar. Brindámos com licor caseiro como fizemos da primeira vez. Vimos o fogo de artifício em 5 ou 6 sítios diferentes. Depois regressámos e foi hora de dormir o soninho dos justos. Uma maravilha! O acordar foi diferente dos outros fins de semanas já que não acordámos às 7h15 nem fizemos os 60 km do costume. E o silêncio? Hummmmm!

Depois do café tomado foi tempo de trabalhar. Ordem de trabalhos: acabar as janelas, construir o portão da rua, colocar a porta principal, pintar de azul algumas madeiras em falta.
As janelas ficaram prontas, já com os vidros colocados. Só fica a faltar uma das janelas da cozinha porque as ferragens ainda não chegaram. O portão foi feito com barras de ferro compradas à medida. Soldou-se de um lado, soldou-se do outro, criou-se um suporte para a fechadura, PecFix para proteger a solda, abriram-se rasgos no pilar para soldar as dobradiças. Agora falta comprar os tronquinhos, cortar em metades e fixá-las à estrutura de ferro. Feito deste modo o portão fica mais barato do que se fosse encomendado a um serralheiro e até foi bastante rápido.

A porta principal também está pronta com fechadura e tudo. Um conselho: quando comprarem uma fechadura certifiquem-se que é adaptável à espessura da porta. A nós não nos passou pela cabeça tal questão e se não fosse o mestre carpinteiro a contornar o problema (abriu com uma broca craniana um buraco mais profundo na madeira) tínhamos de arranjar outra fechadura. Na foto, a grade que protege o postigo ainda não estava pintada mas entretanto o sr.AC já tratou do assunto.

Já agora e porque nunca é demais: BOM ANO para todos!