terça-feira, 3 de novembro de 2009

Morde leve, levemente, como quem chama por mim..

A nossa canzinha anda aflita dos dentes. Coitadita nem consegue morder os chinelos de forma digna e airosa. Não consegue fazer juz à sua condição canídea. Mas em breve terá uma dentadura completa que promete muitos estragos...

Morde leve, levemente, como quem chama por mim..

A nossa canzinha anda aflita dos dentes. Coitadita nem consegue morder os chinelos de forma digna e airosa. Não consegue fazer juz à sua condição canídea. Mas em breve terá uma dentadura completa que promete muitos estragos...

Lareira e remendos

Há uns tempos atrás tivemos um problema na lareira. O "pescoço de cavalo" estava no sítio errado. Falámos com o pedreiro que resolveu a questão colocando outro "pescoço de cavalo" no sítio onde deveria estar desde o início. Ficámos na situação bizarra de ter 2 "pescoços de cavalo". Como não queriamos de maneira nenhuma a lareira assim os pedreiros voltaram a abrir a lareira para retirar o primeiro. O problema foi que os senhores fizeram um remendo muito aldrabado no pano da chaminé. Usaram areia grossa ao invés do tipo de areia utilizada no resto do reboco...
Para que não fosse notória a diferença - e também porque o pedreiro e servente já não fazem mais nada lá em casa - optámos por partir o remendo que eles fizeram e fechar o pano da chaminé como deve ser. Na foto o sr. AC está a fazer precisamente isso. Abriu o remendo antigo, colocou com o apoio de um arame uma madeira que serve de suporte e começou a rebocar.

Na foto também podem ver o novo cantante lá de casa, um rádio azul que vai fazendo companhia ao meu pai. Pena mesmo é só apanhar uma estação... :)

Lareira e remendos

Há uns tempos atrás tivemos um problema na lareira. O "pescoço de cavalo" estava no sítio errado. Falámos com o pedreiro que resolveu a questão colocando outro "pescoço de cavalo" no sítio onde deveria estar desde o início. Ficámos na situação bizarra de ter 2 "pescoços de cavalo". Como não queriamos de maneira nenhuma a lareira assim os pedreiros voltaram a abrir a lareira para retirar o primeiro. O problema foi que os senhores fizeram um remendo muito aldrabado no pano da chaminé. Usaram areia grossa ao invés do tipo de areia utilizada no resto do reboco...
Para que não fosse notória a diferença - e também porque o pedreiro e servente já não fazem mais nada lá em casa - optámos por partir o remendo que eles fizeram e fechar o pano da chaminé como deve ser. Na foto o sr. AC está a fazer precisamente isso. Abriu o remendo antigo, colocou com o apoio de um arame uma madeira que serve de suporte e começou a rebocar.

Na foto também podem ver o novo cantante lá de casa, um rádio azul que vai fazendo companhia ao meu pai. Pena mesmo é só apanhar uma estação... :)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Poleias

Não tivesse ele feito anos ontem e a coisa seria mais grave. Cadé a minha máquina com as fotos do fim de semana??!
Bom, fui ao baú das fotos para ver se encontrava qualquer coisa minimamente interessante para colocar aqui. Encontrei uma pequena sequência fotográfica que retratava a carga de trabalhos que foi tirar uma simples estante de uma das paredes. Aparentemente era uma estante normal para televisão pois tinha um cabo de antena ao pé. Tirámos a prancha de madeira e ficaram as poleias. E aí começou a luta. Pé de cabra para cá, martelo e escopro para lá e as desgraçadas não mexiam. Nada, nikles. Começámos a descascar a parede e vimos que as poleias estavam chumbadas à parede com cimento bem forte. E continuámos a partir parede. Mais um bocadinho. Mais outro bocado. Queres ver que a parede cai? Puxa. Faz força! Qual criança que nasce a ferros as desgraçadas das poleias saíram em bloco com o bonito peso de qualquer coisa como uns 15 quilos. Com aquele cimento os antigos proprietários asseguraram que as paredes podiam abanar, o telhado cair, mas de certeza que a senhora televisão ficava na sua manjedoura, impávida e segura. Nós...ficámos com grande buraco na parede.

Poleias

Não tivesse ele feito anos ontem e a coisa seria mais grave. Cadé a minha máquina com as fotos do fim de semana??!
Bom, fui ao baú das fotos para ver se encontrava qualquer coisa minimamente interessante para colocar aqui. Encontrei uma pequena sequência fotográfica que retratava a carga de trabalhos que foi tirar uma simples estante de uma das paredes. Aparentemente era uma estante normal para televisão pois tinha um cabo de antena ao pé. Tirámos a prancha de madeira e ficaram as poleias. E aí começou a luta. Pé de cabra para cá, martelo e escopro para lá e as desgraçadas não mexiam. Nada, nikles. Começámos a descascar a parede e vimos que as poleias estavam chumbadas à parede com cimento bem forte. E continuámos a partir parede. Mais um bocadinho. Mais outro bocado. Queres ver que a parede cai? Puxa. Faz força! Qual criança que nasce a ferros as desgraçadas das poleias saíram em bloco com o bonito peso de qualquer coisa como uns 15 quilos. Com aquele cimento os antigos proprietários asseguraram que as paredes podiam abanar, o telhado cair, mas de certeza que a senhora televisão ficava na sua manjedoura, impávida e segura. Nós...ficámos com grande buraco na parede.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

mnemotécnica

A memória é um vício. Geralmente as memórias olfactivas são as memórias com maior interferência proactiva. Sentimos determinado odor e o acontecimento associado surge de forma automática. Às vezes para sempre. Felizmente para sempre.
A minha memória (e desculpem lá a falta de cientificidade destes meus apontamentos) é do tipo associativo. Esqueço-me de nomes, de coisas que li, de filmes que vi e até de coisas que já fiz com uma rapidez fulminante dando azo a situações pouco simpáticas. Mas basta lembrar-me de um pequeno pormenor que um chorrilho de recordações aparece.
Pois então ontem dei por mim aqui (já sem os sacos de cimento e com mais reboco): A lembrar-me que já tinha sido assim:
E lembrei-me das garrafas, das gavetas, da prateleira do armário que teimou em sair, das pedras por debaixo da bancada, da grelha enferrujada do passe-vite, dos pedaços de jornal e ervas secas a servir de ninho para visitantes indesejados, a pia sem acesso a água corrente, o cheiro a amónia, as paredes que denunciavam o sítio onde eram cozinhadas as refeições, a madeira enegrecida na boca da chaminé. E mais, muito mais...

mnemotécnica

A memória é um vício. Geralmente as memórias olfactivas são as memórias com maior interferência proactiva. Sentimos determinado odor e o acontecimento associado surge de forma automática. Às vezes para sempre. Felizmente para sempre.
A minha memória (e desculpem lá a falta de cientificidade destes meus apontamentos) é do tipo associativo. Esqueço-me de nomes, de coisas que li, de filmes que vi e até de coisas que já fiz com uma rapidez fulminante dando azo a situações pouco simpáticas. Mas basta lembrar-me de um pequeno pormenor que um chorrilho de recordações aparece.
Pois então ontem dei por mim aqui (já sem os sacos de cimento e com mais reboco): A lembrar-me que já tinha sido assim:
E lembrei-me das garrafas, das gavetas, da prateleira do armário que teimou em sair, das pedras por debaixo da bancada, da grelha enferrujada do passe-vite, dos pedaços de jornal e ervas secas a servir de ninho para visitantes indesejados, a pia sem acesso a água corrente, o cheiro a amónia, as paredes que denunciavam o sítio onde eram cozinhadas as refeições, a madeira enegrecida na boca da chaminé. E mais, muito mais...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Nada se perde...

...tudo se transforma. Foi o caso de uma das pedras que encontrámos no terreno da casa. Estava ao pé da desaparecida casa das mulas, encoberta pelas ervas. Na altura ainda não sabíamos que destino lhe dar mas tínhamos a certeza que iria fazer parte da casa. E assim foi. Há coisa de um mês, mais coisa menos coisa, foi transformada na soleira da porta da cozinha. Como era uma peça rectangular completa foi necessário ajustá-la à moldura da porta. Com a rebarbadora em riste fizemos uns cortes laterais para permitir que encaixasse. Agora precisamos de encontrar um canteiro que a rebaixe para que as águas da chuva não entrem para dentro de casa.

Nada se perde...

...tudo se transforma. Foi o caso de uma das pedras que encontrámos no terreno da casa. Estava ao pé da desaparecida casa das mulas, encoberta pelas ervas. Na altura ainda não sabíamos que destino lhe dar mas tínhamos a certeza que iria fazer parte da casa. E assim foi. Há coisa de um mês, mais coisa menos coisa, foi transformada na soleira da porta da cozinha. Como era uma peça rectangular completa foi necessário ajustá-la à moldura da porta. Com a rebarbadora em riste fizemos uns cortes laterais para permitir que encaixasse. Agora precisamos de encontrar um canteiro que a rebaixe para que as águas da chuva não entrem para dentro de casa.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Para te alegrar

Uma das muitas coisas boas lá de casa é esta janela. Como nos contou o Chólita a AC foi em tempos uma taberna. Ora quando as ventanias bravas de Sul castigavam a porta principal os clientes entravam pela porta lateral virada a Este. Mais tarde a casa deixou de ser taberna e os proprietários transformaram a porta em janela. Como ficou uma janela "rebaixada" (é do tunning!) e a largura da parede assim o permite, alargámos o parapeito e criámos uma espécie de banco na própria janela. Ainda não está terminado e a foto não faz juz ao espaço mas acho que vai ficar um cantinho acolhedor... Só temos de resolver o probleminha da chapa verde do vizinho que é a modos que...hummm... pavorosa?

Para te alegrar

Uma das muitas coisas boas lá de casa é esta janela. Como nos contou o Chólita a AC foi em tempos uma taberna. Ora quando as ventanias bravas de Sul castigavam a porta principal os clientes entravam pela porta lateral virada a Este. Mais tarde a casa deixou de ser taberna e os proprietários transformaram a porta em janela. Como ficou uma janela "rebaixada" (é do tunning!) e a largura da parede assim o permite, alargámos o parapeito e criámos uma espécie de banco na própria janela. Ainda não está terminado e a foto não faz juz ao espaço mas acho que vai ficar um cantinho acolhedor... Só temos de resolver o probleminha da chapa verde do vizinho que é a modos que...hummm... pavorosa?

2Fe + O2 + 2H2O → 2Fe(OH)2

Volta e meia os K. M (lembram-se de falar aqui do pessoal da Cova da Moura?), aparecem, qual ferrugem recalcada, para nos lembrar que quem se mete em obras tem uma ou outra cefaleia garantida. Desta vez a má-fé dos artistas foi tal que nem a consigo explicar aqui. Simplesmente foi mau. Foram chamados à responsabilidade e não houve lugar a (muitas) desculpas esfarrapadas porque simplesmente não havia como. A partir de agora não colocam mais os pés lá em casa a não ser para retirar as tralhas que deixaram por lá. A resolução do problema fica por nossa "conta", sendo que a "conta" propriamente dita fica por "conta" dos excelentíssimos energúmenos. Já diz o outro e bem "Adeus, ó vai-te embora!"

2Fe + O2 + 2H2O → 2Fe(OH)2

Volta e meia os K. M (lembram-se de falar aqui do pessoal da Cova da Moura?), aparecem, qual ferrugem recalcada, para nos lembrar que quem se mete em obras tem uma ou outra cefaleia garantida. Desta vez a má-fé dos artistas foi tal que nem a consigo explicar aqui. Simplesmente foi mau. Foram chamados à responsabilidade e não houve lugar a (muitas) desculpas esfarrapadas porque simplesmente não havia como. A partir de agora não colocam mais os pés lá em casa a não ser para retirar as tralhas que deixaram por lá. A resolução do problema fica por nossa "conta", sendo que a "conta" propriamente dita fica por "conta" dos excelentíssimos energúmenos. Já diz o outro e bem "Adeus, ó vai-te embora!"

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Come-Sopa

Estava eu uma vez mais a passear a Dixie no campo ao pé de casa quando reparei numa meia dúzia de buracos no chão. Por ali não passa ninguém para além do Chólita e dificilmente um animal faria vários buracos com aquela dimensão. Perguntei ao sr. AC o que era aquilo. Disse-me que esteve lá no outro dia o Come-Sopa a apanhar formigas de asa para armar aos passarinhos. Sim, é verdade, temos um vizinho de nome desconhecido mas cuja alcunha é Come-Sopa. Tem uma hortinha perto lá de casa. Eu já soube a história por detrás da alcunha mas não me lembro com precisão... Talvez o sr. AC possa aprofundar a questão na caixa de comentários.
O que eu sei é que quando encontramos o Come-Sopa na rua - ainda ontem o vimos na sua bicicleta - ele arremelga muitos os seus olhos grandes e pergunta bem alto: Vai bem?!!