Ontem fui buscar a Dixie à Alegre Casinha e vi o soalho novo, estive no sítio onde vai ficar o nosso quarto. Cheirava a madeira, a aconchego, a conforto. Lembra mil e uma histórias, pessoas que nos querem bem. Está a chover muito lá fora e se pudesse era para a nossa casa que eu ia agora.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Dos cheiros
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Alegre Casinha
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terça-feira, outubro 20, 2009
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Dos cheiros
Ontem fui buscar a Dixie à Alegre Casinha e vi o soalho novo, estive no sítio onde vai ficar o nosso quarto. Cheirava a madeira, a aconchego, a conforto. Lembra mil e uma histórias, pessoas que nos querem bem. Está a chover muito lá fora e se pudesse era para a nossa casa que eu ia agora.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Lost in translation
Rondona
Rondox
Catrabucha
Lusalite
Roscone
Burquim
(...)
Rondox
Catrabucha
Lusalite
Roscone
Burquim
(...)
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Janelas
O antigo lagar, agora transformado em cozinha, nao tinha janelas viradas a Este. Para podermos usufruir de mais luz natural optámos por abrir uma janela e uma espécie de porta/janela que vai dar acesso directo ao futuro jardim. Como já não tinhamos cantarias suficientes nem dinheiro para as comprar o sr. AC arranjou um plano B: utilizar algumas das tijoleiras do antigo forno e da antiga chaminé para debruar as janelas.
O processo foi bastante simples: primeiro limpámos as tijoleiras, fizemos uma cola com cimento puro, molhámos a parede e depois foi só colar fazendo alguma pressão. Foi muito rápido.


Para as juntas utilizámos um bocadinho de tubo pvc para marcar os espaçamentos. Depois de tudo bem seco vamos limpar e fazer os acabamentos.
Janelas
O antigo lagar, agora transformado em cozinha, nao tinha janelas viradas a Este. Para podermos usufruir de mais luz natural optámos por abrir uma janela e uma espécie de porta/janela que vai dar acesso directo ao futuro jardim. Como já não tinhamos cantarias suficientes nem dinheiro para as comprar o sr. AC arranjou um plano B: utilizar algumas das tijoleiras do antigo forno e da antiga chaminé para debruar as janelas.
O processo foi bastante simples: primeiro limpámos as tijoleiras, fizemos uma cola com cimento puro, molhámos a parede e depois foi só colar fazendo alguma pressão. Foi muito rápido.


Para as juntas utilizámos um bocadinho de tubo pvc para marcar os espaçamentos. Depois de tudo bem seco vamos limpar e fazer os acabamentos.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Chólita ou mais um nosso amigo de 70 anos
Depois da menina Deolinda falo-vos hoje do Cholita. E quem é o Cholita?
Apresentou-se " O meu nome é Jirónimo mas todos me tratem por Chólita". [ Por uma questão de privacidade pensei em ocultar aqui no blogue a alcunha do senhor mas pelos vistos há mais do que um Chólita neste nosso lindo Portugal.]
Com 73 anos, pequeno, de tez queimada pelo sol e os dedos a adivinhar arteroses, logo ali tratou de nos contar a história da casa e a sua própria história. O Chólita – ou Chólica como diz o meu pai - desde então tem passado com frequência pela AC para dois dedos de conversa. Foi através dele que soubemos que a casa foi em tempos uma taberna e que uma das pessoas que a habitou se chamava D. Brites (a bisavó do Cholita) e tinha um feitiozinho a atirar para o retorcido.
Há uns tempos atrás ofereceu-nos legumes e fruta para o almoço de domingo. E como é dado à converseta começou a falar do que gosta e não gosta de comer. Mas o Chólita tem um sotaque que às vezes é dificíl de entender. Falava-me que não gostava de comer "cárrrrrene" e eu não percebia o que ele queria dizer. Voltou a repetir "Não gosto de cárrrrene, gosto mais de ligumes, dumas repolhadas". E eu sem lata de lhe perguntar de que raio estava ele a falar. Só quando falou em borrego é que se fez luz: não gosta de carne!
Também um destes dias apareceu - já aqui contei isto? - com um molho de ervas no ouvido. O sr. AC não resistiu a perguntar o que era aquilo. Explicou que era erva azeitoneira e que fazia muito bem à dor de ouvidos...Também já nos contou como conheceu a mulher e como fugiu com ela porque a família dela não aceitava o namoro. E já levou o sr. AC a dar um passeio pelos campos para conhecer algumas das ervas que por ali crescem. Contou também como se prepara o engodo para as moreias. E que nunca quis deixar a terra onde nasceu para ir para o mar, quando na década de 60/70 não havia ali trabalho. Ficou com o pai. Ficou com a terra. Ficou com os animais. Ficou com o coração.
Tivesse este blogue som e terminava o post com a forma catita como o Chólita chama as ovelhas: "Anda cá ovelhinhaaaaaaaaaaaaaa!!!"
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Chólita ou mais um nosso amigo de 70 anos
Depois da menina Deolinda falo-vos hoje do Cholita. E quem é o Cholita?
Apresentou-se " O meu nome é Jirónimo mas todos me tratem por Chólita". [ Por uma questão de privacidade pensei em ocultar aqui no blogue a alcunha do senhor mas pelos vistos há mais do que um Chólita neste nosso lindo Portugal.]
Com 73 anos, pequeno, de tez queimada pelo sol e os dedos a adivinhar arteroses, logo ali tratou de nos contar a história da casa e a sua própria história. O Chólita – ou Chólica como diz o meu pai - desde então tem passado com frequência pela AC para dois dedos de conversa. Foi através dele que soubemos que a casa foi em tempos uma taberna e que uma das pessoas que a habitou se chamava D. Brites (a bisavó do Cholita) e tinha um feitiozinho a atirar para o retorcido.
Há uns tempos atrás ofereceu-nos legumes e fruta para o almoço de domingo. E como é dado à converseta começou a falar do que gosta e não gosta de comer. Mas o Chólita tem um sotaque que às vezes é dificíl de entender. Falava-me que não gostava de comer "cárrrrrene" e eu não percebia o que ele queria dizer. Voltou a repetir "Não gosto de cárrrrene, gosto mais de ligumes, dumas repolhadas". E eu sem lata de lhe perguntar de que raio estava ele a falar. Só quando falou em borrego é que se fez luz: não gosta de carne!
Também um destes dias apareceu - já aqui contei isto? - com um molho de ervas no ouvido. O sr. AC não resistiu a perguntar o que era aquilo. Explicou que era erva azeitoneira e que fazia muito bem à dor de ouvidos...Também já nos contou como conheceu a mulher e como fugiu com ela porque a família dela não aceitava o namoro. E já levou o sr. AC a dar um passeio pelos campos para conhecer algumas das ervas que por ali crescem. Contou também como se prepara o engodo para as moreias. E que nunca quis deixar a terra onde nasceu para ir para o mar, quando na década de 60/70 não havia ali trabalho. Ficou com o pai. Ficou com a terra. Ficou com os animais. Ficou com o coração.
Tivesse este blogue som e terminava o post com a forma catita como o Chólita chama as ovelhas: "Anda cá ovelhinhaaaaaaaaaaaaaa!!!"
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Deolinda ó-i-ó-ai
Hoje vou aqui falar da D. Deolinda. Correcção: Menina Deolinda. Ora a Menina Deolinda cuja idade é uma incógnita, um mistério insondável das profundezas deste nosso mar azul, é uma das nossas vizinhas. Todos os dias lá vai ela, curvada e apoiada numa bengala, levar comer aos gatos vadios que habitam a casota vazia que está no terreno do lado. O que eu acho curioso é que ela não parece gostar dos gatos. E digo isto porque numa destas tardes de Verão tivemos o seguinte diálogo:
Eu- Gosta muito de gatos não é?
Menina Deolinda - Ai dão muito trabalho menina, são uns vadios... Mas depois uma pessoa fica com pena..Tenho lá uma em casa que nem imagina!..
Eu - Imagino..E depois uma pessoa afeiçoa-se aos bichos..
Menina Deolinda - Eu queria era que ela morresse, menina! Tem mau feitio, é esquisita. Só quer carapaus frescos ! E eu não consigo arranjar peixe fresco todos os dias!
Ora bem...Hummm...Pois...A verdade verdadinha é que a Menina Deolinda - que diz que o Sr. AC é um santo menino muito dado (esta parte ainda tenho de esclarecer, oubites?...) - vai todos os dias por 2 vezes alimentar aqueles gatos ariscos e pouco dados a contacto humano. E leva-lhes quase sempre peixe. Moral da história? Às vezes, o esforço é justamente o que precisamos na nossa vida, para nos tornarmos mais fortes e mais capazes. Que ficar em casa a ver a Júlia Pinheiro, o Goucha e a sua estridente partner loira mais o pato que fala, dá cabo da sanidade mental duma pessoa. Tratar de gatos que eu até nem gosto assim tanto? Venham eles!!!
Eu- Gosta muito de gatos não é?
Menina Deolinda - Ai dão muito trabalho menina, são uns vadios... Mas depois uma pessoa fica com pena..Tenho lá uma em casa que nem imagina!..
Eu - Imagino..E depois uma pessoa afeiçoa-se aos bichos..
Menina Deolinda - Eu queria era que ela morresse, menina! Tem mau feitio, é esquisita. Só quer carapaus frescos ! E eu não consigo arranjar peixe fresco todos os dias!
Ora bem...Hummm...Pois...A verdade verdadinha é que a Menina Deolinda - que diz que o Sr. AC é um santo menino muito dado (esta parte ainda tenho de esclarecer, oubites?...) - vai todos os dias por 2 vezes alimentar aqueles gatos ariscos e pouco dados a contacto humano. E leva-lhes quase sempre peixe. Moral da história? Às vezes, o esforço é justamente o que precisamos na nossa vida, para nos tornarmos mais fortes e mais capazes. Que ficar em casa a ver a Júlia Pinheiro, o Goucha e a sua estridente partner loira mais o pato que fala, dá cabo da sanidade mental duma pessoa. Tratar de gatos que eu até nem gosto assim tanto? Venham eles!!!
Foto deveras interessante: o rabo da menina Deolinda
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Deolinda ó-i-ó-ai
Hoje vou aqui falar da D. Deolinda. Correcção: Menina Deolinda. Ora a Menina Deolinda cuja idade é uma incógnita, um mistério insondável das profundezas deste nosso mar azul, é uma das nossas vizinhas. Todos os dias lá vai ela, curvada e apoiada numa bengala, levar comer aos gatos vadios que habitam a casota vazia que está no terreno do lado. O que eu acho curioso é que ela não parece gostar dos gatos. E digo isto porque numa destas tardes de Verão tivemos o seguinte diálogo:
Eu- Gosta muito de gatos não é?
Menina Deolinda - Ai dão muito trabalho menina, são uns vadios... Mas depois uma pessoa fica com pena..Tenho lá uma em casa que nem imagina!..
Eu - Imagino..E depois uma pessoa afeiçoa-se aos bichos..
Menina Deolinda - Eu queria era que ela morresse, menina! Tem mau feitio, é esquisita. Só quer carapaus frescos ! E eu não consigo arranjar peixe fresco todos os dias!
Ora bem...Hummm...Pois...A verdade verdadinha é que a Menina Deolinda - que diz que o Sr. AC é um santo menino muito dado (esta parte ainda tenho de esclarecer, oubites?...) - vai todos os dias por 2 vezes alimentar aqueles gatos ariscos e pouco dados a contacto humano. E leva-lhes quase sempre peixe. Moral da história? Às vezes, o esforço é justamente o que precisamos na nossa vida, para nos tornarmos mais fortes e mais capazes. Que ficar em casa a ver a Júlia Pinheiro, o Goucha e a sua estridente partner loira mais o pato que fala, dá cabo da sanidade mental duma pessoa. Tratar de gatos que eu até nem gosto assim tanto? Venham eles!!!
Eu- Gosta muito de gatos não é?
Menina Deolinda - Ai dão muito trabalho menina, são uns vadios... Mas depois uma pessoa fica com pena..Tenho lá uma em casa que nem imagina!..
Eu - Imagino..E depois uma pessoa afeiçoa-se aos bichos..
Menina Deolinda - Eu queria era que ela morresse, menina! Tem mau feitio, é esquisita. Só quer carapaus frescos ! E eu não consigo arranjar peixe fresco todos os dias!
Ora bem...Hummm...Pois...A verdade verdadinha é que a Menina Deolinda - que diz que o Sr. AC é um santo menino muito dado (esta parte ainda tenho de esclarecer, oubites?...) - vai todos os dias por 2 vezes alimentar aqueles gatos ariscos e pouco dados a contacto humano. E leva-lhes quase sempre peixe. Moral da história? Às vezes, o esforço é justamente o que precisamos na nossa vida, para nos tornarmos mais fortes e mais capazes. Que ficar em casa a ver a Júlia Pinheiro, o Goucha e a sua estridente partner loira mais o pato que fala, dá cabo da sanidade mental duma pessoa. Tratar de gatos que eu até nem gosto assim tanto? Venham eles!!!
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Alegre Casinha: estado da arte
A propósito de uns interruptores de cerâmica lá para casa dizia um colega meu que não queria nada de coisas antigas mas sim o estado da arte em tecnologia, do tipo assobiar uma sucessão de acordes para acender a luz do quarto, emitir um falsete para abrir os estores e por aí em diante. E porque gostos são gostos temos que os aceitar. A Alegre Casinha não tem pretensão alguma em termos de estilo. Não será moderna, não é rústica, não é casa de campo, não é casa de praia. A nossa única pretensão é um dia ter uma casa aconchegante, com cheiro a bolos e roupa lavada. Seja aqui, seja onde for. Mas se for no nosso sítio preferido, e se for catita, ao nosso gosto, melhor ainda.
Não é a última coca-cola do deserto, não é a última bolacha do pacote nem o último quadradinho de chocolate. Mas, para nós, tem o mesmíssimo sabor.Já agora, interruptor de rodar ou com patilha? ;)


Alegre Casinha: estado da arte
A propósito de uns interruptores de cerâmica lá para casa dizia um colega meu que não queria nada de coisas antigas mas sim o estado da arte em tecnologia, do tipo assobiar uma sucessão de acordes para acender a luz do quarto, emitir um falsete para abrir os estores e por aí em diante. E porque gostos são gostos temos que os aceitar. A Alegre Casinha não tem pretensão alguma em termos de estilo. Não será moderna, não é rústica, não é casa de campo, não é casa de praia. A nossa única pretensão é um dia ter uma casa aconchegante, com cheiro a bolos e roupa lavada. Seja aqui, seja onde for. Mas se for no nosso sítio preferido, e se for catita, ao nosso gosto, melhor ainda.
Não é a última coca-cola do deserto, não é a última bolacha do pacote nem o último quadradinho de chocolate. Mas, para nós, tem o mesmíssimo sabor.Já agora, interruptor de rodar ou com patilha? ;)


terça-feira, 13 de outubro de 2009
Olha lá
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Olha lá
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Stairway to Heaven
Ora que já temos 1/4 de soalho colocado e o início das escadas. As escadas antigas, para além de ter degraus muito curtinhos (e eu tenho um pé semi-anão porque calço o 37 e mesmo assim ficava com meio pé de fora), tinha uma inclinação muito acentuada. Para contornar esse problema os primeiros degraus, agora maiores, passaram a ter forma de "leque", suavizando a tal inclinação.
Com este "leque" (que depois será forrado com madeira) a inclinação será bem menor e o perigo de dar um trambolhão e partir algum ossinho fica reduzido. Aliás, em princípio nem vamos colocar corrimão.
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