terça-feira, 7 de julho de 2009

Projecto de cozinha

Como já aqui referi a casa estava mesmo em mau estado quase a lembrar Kabul... Mas devagarinho e com muuuuuuuito trabalho as coisas começam a tomar outra forma. Por exemplo o antigo lagar de vinho que antes estava assim, uma desgraça total, agora já vai tendo outro ar. É ali que vai ficar a nossa cozinha.


O fim de semana passado foi dedicado à colocação das madeiras que formam a estrutura de suporte do telhado. O trabalho foi feito à antiga pelas mãos de um mestre carpinteiro cá da terra. Para além dos seus conhecimentos infinitos sobre a sua arte é uma óptima companhia, sempre com uma história para contar. E o que dizer do sapatinho de descanso? Ah pois é...Conforto meus amigos, conforto! Não é à toa que o senhor já tem 70 anos e ainda anda pendurado nas madeiras a testar a resistência dos meus nervos. Ouvi dizer que na feira de Azeitão os vendem a 5 euros e em 3 lindas cores..



Projecto de cozinha

Como já aqui referi a casa estava mesmo em mau estado quase a lembrar Kabul... Mas devagarinho e com muuuuuuuito trabalho as coisas começam a tomar outra forma. Por exemplo o antigo lagar de vinho que antes estava assim, uma desgraça total, agora já vai tendo outro ar. É ali que vai ficar a nossa cozinha.


O fim de semana passado foi dedicado à colocação das madeiras que formam a estrutura de suporte do telhado. O trabalho foi feito à antiga pelas mãos de um mestre carpinteiro cá da terra. Para além dos seus conhecimentos infinitos sobre a sua arte é uma óptima companhia, sempre com uma história para contar. E o que dizer do sapatinho de descanso? Ah pois é...Conforto meus amigos, conforto! Não é à toa que o senhor já tem 70 anos e ainda anda pendurado nas madeiras a testar a resistência dos meus nervos. Ouvi dizer que na feira de Azeitão os vendem a 5 euros e em 3 lindas cores..



segunda-feira, 6 de julho de 2009

Senhoras e senhores: o WC!


A Alegre Casinha, que já é moça para ter os seus 150 anos, nunca conheceu casa de banho. Mas como no Inverno o frio e as ventanias apertam para aqueles lados não devia dar jeito nenhum uma pessoa aliviar-se no campo ou atrás da árvore não fosse um raio cair em cheio na cabeça.Ora que os antigos proprietários resolveram a escatológica questão tirando o forro de uma cadeira e colocando um belo penico em baixo. O lavatório era o tradicional alguidar em loiça com um jarro para a água em baixo. Tudo isto debaixo do vão das escadas. Já o banho...mistério...

Senhoras e senhores: o WC!


A Alegre Casinha, que já é moça para ter os seus 150 anos, nunca conheceu casa de banho. Mas como no Inverno o frio e as ventanias apertam para aqueles lados não devia dar jeito nenhum uma pessoa aliviar-se no campo ou atrás da árvore não fosse um raio cair em cheio na cabeça.Ora que os antigos proprietários resolveram a escatológica questão tirando o forro de uma cadeira e colocando um belo penico em baixo. O lavatório era o tradicional alguidar em loiça com um jarro para a água em baixo. Tudo isto debaixo do vão das escadas. Já o banho...mistério...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Burricos



A Alegre Casinha tem pormenores engraçados. Tem por exemplo uma argola de pedra - que vamos manter - na fachada principal e que servia para amarrar os burricos que o antigo proprietário tinha.
No cabeçalho deste estaminé tambem se pode ver uma foto do que resta da antiga porta pintada de verde e azulinho. No postigo, a um canto, estava (e ainda está) o número 6.
Nos buracos onde se colocam as trancas das portas e das janelas encontrámos várias ferraduras e moedas, colocadas ali pelos proprietários para dar sorte. Nós, pelo sim pelo não, vamos manter algumas...

Burricos



A Alegre Casinha tem pormenores engraçados. Tem por exemplo uma argola de pedra - que vamos manter - na fachada principal e que servia para amarrar os burricos que o antigo proprietário tinha.
No cabeçalho deste estaminé tambem se pode ver uma foto do que resta da antiga porta pintada de verde e azulinho. No postigo, a um canto, estava (e ainda está) o número 6.
Nos buracos onde se colocam as trancas das portas e das janelas encontrámos várias ferraduras e moedas, colocadas ali pelos proprietários para dar sorte. Nós, pelo sim pelo não, vamos manter algumas...

1217

Quase 3 meses depois de termos feito o pedido foram instalar a nossa CCI que é como quem diz caixa de correio individual.
Ali está ela, meio desamparada, baptizada de 1217.
Nunca pensei que para ter direito a uma mísera caixa do correio tivesse de fazer tantas visitas aos senhores CTT. Ele era o senhor que colocava as caixas e que tinha falecido, ele era licença de paternidade, ele era temos de contratar uma empresa externa para instalar as caixas, ele era temos caixa mas não temos poste, ele era….uma chatice pegada! Depois de muito insistirmos que a nossa vida fiscal podia estar comprometida pela ausência de caixa de correio lá apareceu a CCI…

1217

Quase 3 meses depois de termos feito o pedido foram instalar a nossa CCI que é como quem diz caixa de correio individual.
Ali está ela, meio desamparada, baptizada de 1217.
Nunca pensei que para ter direito a uma mísera caixa do correio tivesse de fazer tantas visitas aos senhores CTT. Ele era o senhor que colocava as caixas e que tinha falecido, ele era licença de paternidade, ele era temos de contratar uma empresa externa para instalar as caixas, ele era temos caixa mas não temos poste, ele era….uma chatice pegada! Depois de muito insistirmos que a nossa vida fiscal podia estar comprometida pela ausência de caixa de correio lá apareceu a CCI…

Aviso à navegação

Este espaço sofre de delay. A Alegre Casinha já é nossa desde Abril e desde então muito tem acontecido. Porque não consigo actualizar tudo de uma só vez vou escrevendo conforme me vou lembrando. Neste caso, o tempo não é definitivamente o fio condutor.

A propósito desta imagem: quando encontrámos a AC tentámos saber tudo e mais alguma coisa sobre a mesma. Quem são os vizinhos, onde acaba a estrada, que caminhos existem à volta. Através do Google earth e de ortofotomapas fizemos o reconhecimento da zona.

Aviso à navegação

Este espaço sofre de delay. A Alegre Casinha já é nossa desde Abril e desde então muito tem acontecido. Porque não consigo actualizar tudo de uma só vez vou escrevendo conforme me vou lembrando. Neste caso, o tempo não é definitivamente o fio condutor.

A propósito desta imagem: quando encontrámos a AC tentámos saber tudo e mais alguma coisa sobre a mesma. Quem são os vizinhos, onde acaba a estrada, que caminhos existem à volta. Através do Google earth e de ortofotomapas fizemos o reconhecimento da zona.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A primeira vez...

A primeira vez que vi a Alegre Casinha não foi amor à primeira vista.. Era de noite e chovia muito. O telhado estava meio torto, o reboco a cair, o anexo ameaçava cair a qualquer momento. Acho que nem saímos do carro. Não houve "aquele" entusiasmo. Ainda assim voltamos lá, primeiro sozinhos depois acompanhados pela senhora da imobiliária. À luz do dia e sem a chuva a dar um ar sombrio a casa já parecia outra coisa. De linhas muito simples, a casinha tinha um beirado à antiga muito bonito, com uns "rebites" na ponta que lhe davam um toque especial.Se o exterior da casa tinha algum encanto por dentro a coisa era um pouco...diferente... O material predominante era a madeira, que no caso estava toda roída pelo "bicho". Em baixo tinha 2 divisões: uma pequena sala na entrada com uma máquina de lavar velha plantada a um canto e uma máquina de costura ferrugenta a outro, mais uma cozinha minúscula com uma lareira. Através de umas escadas desengonçadas fomos até ao 1º piso. Uma saleta dava acesso a dois microquartos, sem janelas, baptizados de "quarto do REC" porque lembravam um filme de terror que tinhamos visto dias antes. No interior lixo, lixo e mais lixo. Papéis antigos. Roupa velha. Alguns móveis corroídos.
Nas traseiras um antigo lagar de vinho cujo telhado tinha caído por completo condicionando o nosso acesso. Lá dentro uma hera malvada monopolizava o espaço. Junto ao lagar uma casinha sem telhado com um forno.

O abandono a que esteve entregue nos últimos 20 anos deixava antever que a casa precisava de muitas muitas mas mesmo MUITAS obras. Mas o potencial estava lá: localização perfeita, perto do mar, linhas simples, preço acessível à nossa carteira, sem vizinhos colados e com um pedaço terra para nos sentirmos um pouco mais livres.

A primeira vez...

A primeira vez que vi a Alegre Casinha não foi amor à primeira vista.. Era de noite e chovia muito. O telhado estava meio torto, o reboco a cair, o anexo ameaçava cair a qualquer momento. Acho que nem saímos do carro. Não houve "aquele" entusiasmo. Ainda assim voltamos lá, primeiro sozinhos depois acompanhados pela senhora da imobiliária. À luz do dia e sem a chuva a dar um ar sombrio a casa já parecia outra coisa. De linhas muito simples, a casinha tinha um beirado à antiga muito bonito, com uns "rebites" na ponta que lhe davam um toque especial.Se o exterior da casa tinha algum encanto por dentro a coisa era um pouco...diferente... O material predominante era a madeira, que no caso estava toda roída pelo "bicho". Em baixo tinha 2 divisões: uma pequena sala na entrada com uma máquina de lavar velha plantada a um canto e uma máquina de costura ferrugenta a outro, mais uma cozinha minúscula com uma lareira. Através de umas escadas desengonçadas fomos até ao 1º piso. Uma saleta dava acesso a dois microquartos, sem janelas, baptizados de "quarto do REC" porque lembravam um filme de terror que tinhamos visto dias antes. No interior lixo, lixo e mais lixo. Papéis antigos. Roupa velha. Alguns móveis corroídos.
Nas traseiras um antigo lagar de vinho cujo telhado tinha caído por completo condicionando o nosso acesso. Lá dentro uma hera malvada monopolizava o espaço. Junto ao lagar uma casinha sem telhado com um forno.

O abandono a que esteve entregue nos últimos 20 anos deixava antever que a casa precisava de muitas muitas mas mesmo MUITAS obras. Mas o potencial estava lá: localização perfeita, perto do mar, linhas simples, preço acessível à nossa carteira, sem vizinhos colados e com um pedaço terra para nos sentirmos um pouco mais livres.

A decisão



E pronto. Extinguiu-se a espécie de newsletter, nasceu o blog da Alegre Casinha. Para pessoas desorganizadas como eu esta será a melhor maneira de registar a transformação daquela que em breve será a minha casa. A nossa casa. Foi num sábado de Novembro do ano passado, depois de um passeio que partiu do Castelo, que a decisão foi tomada: "Gostava de morar aqui". E a procura começou.


A decisão



E pronto. Extinguiu-se a espécie de newsletter, nasceu o blog da Alegre Casinha. Para pessoas desorganizadas como eu esta será a melhor maneira de registar a transformação daquela que em breve será a minha casa. A nossa casa. Foi num sábado de Novembro do ano passado, depois de um passeio que partiu do Castelo, que a decisão foi tomada: "Gostava de morar aqui". E a procura começou.


1,2,3 som, som

Porque a minha memória não é lá grande coisa e só funciona por associação, por causa da desorganização crónica, porque não me quero esquecer de nenhum momento, para mais tarde partilhar. Está inaugurada a Alegre Casinha.